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Empresas de TI na região crescem até 30% ao ano

Em momento de crise, empresas investem em softwares de gestão para reduzir os custos operacionais, aquecendo o setor.

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Em momento de crise, empresas investem em softwares de gestão para reduzir os custos operacionais, aquecendo o setor.

O setor de Tecnologia de Informação (TI) contraria praticamente todas as áreas da economia e apresenta crescimento de dois dígitos ao ano, em média, no Estado do Paraná. Na região não é diferente: enquanto indicadores da Receita Federal apontam queda na produção industrial e as pesquisas da Fecomércio mostram retração de 2% no acumulado deste ano, a área de TI se desenvolve, em média, de 25% a 30% nos Campos Gerais. “Realmente o setor de TI é um dos que mais cresce e que menos é abalado pela crise”, resume a consultora do Sebrae na região, Thaíse Amaral Orita. Levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes) mostra um avanço de 75% do emprego do setor no período de quatro anos no Estado.

Várias são as explicações para esse desenvolvimento. Para o gestor do Arranjo Produtivo Local (APL) de TI dos Campos Gerais, João Marcos Pellissari, o principal deles é que se trata de um setor que atua para gerar economia – o que é fundamental no momento de crise. “Quando o empresário implementa tecnologia em software, melhora a gestão do negócio. Uma indústria que coloca software para gerenciar custos, está fazendo um investimento para gerar economia”, declara. Adriano Krzyuy, Vice-Presidente da Assespro-PR e diretor de tecnologia da DF Systems, empresa do setor em Ponta Grossa, concorda, destacando que é um segmento privilegiado. “Tem setores que perdem muito e outros que ganham muito na crise e acaba invertendo a curva. O setor de tecnologia e privilegiado, porque ajuda a reduzir custos no setor industrial ao automatizar os processos”, informa.

Outra justificativa é atributa à transversalidade do segmento na atualidade. “A tecnologia está em todas as áreas; sem tecnologia não se faz mais nada”, relata Pellissari. O município de Ponta Grossa também apresenta um ambiente privilegiado de desenvolvimento do ramo devido a três instituições de ensino superior que formam mão de obra, além do hotel tecnológico da UEPG e a incubadora da UTFPR.

A DF Systems, por exemplo, que é especializada em desenvolvimento de software de educação para as áreas de agronegócio e educação, prevê crescer 25% neste ano. Desde janeiro foram contratados 15 novos funcionários, para diversas áreas da empresa, devido ao aumento da demanda e criação de novos produtos, elevado para 50 o número de colaboradores. “Até o fim do ano vamos contratar mais gente para atender nossos contratos”, completa Krzyuy.

Sebrae atua no fomento do setor

O Sebrae atua como um dos principais fomentadores do setor na região. “Trabalhamos com a aplicação de dignifico do Modelo de Excelência em Gestão. O Sebrae atua para que os empresários possam sair de um zona de conforto e trabalhar melhor a excelência. Se a empresa tem problema na área financeira, o Sebrae presta serviços justamente nessa área”, diz Thaíse. Além disso, há a realização mensal do ‘Café Tech’, voltado para empresários de TI. Missões técnicas são realizadas, como uma recente para Curitiba, para conhecer coworkings, espaços colaborativos e startups. “Se o empresário chegar no Sebrae hoje e tiver qualquer necessidade, temos a disponibilidade de atender”, completa, destacando que o Ponta Grossa já possui uma lei de incentivos ao setor, que fomentará ainda mais o segmento de TI, e que falta apenas a aprovação municipal e futura sanção.

APL

Os APLs se caracterizam por ser uma aglomeração de empresas com a mesma atividade produtiva e que operam em um modelo de colaboração mútua. Na região é composto pela Prefeitura, Governo do Estado, Sebrae, instituições de ensino, pelo Núcleo Setorial (NSTI) e 11 empresas associadas. “Mas a APL representa 80 empresas do setor na região”, completa Pellissari.

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