Banco do Brasil libera mais de R$ 1,6 bi na região
Safra 2016/2017 foi oficialmente lançada nesta sexta-feira na Região dos Campos Gerais, em evento do Banco do Brasil.

Safra 2016/2017 foi oficialmente lançada nesta sexta-feira na Região dos Campos Gerais, em evento do Banco do Brasil .
O Banco do Brasil lançou oficialmente, na manhã desta sexta-feira, em parceria com a Sociedade Rural dos Campos Gerais, a Safra 2016/2017 na região. Ao contrário dos anos anteriores, desta vez foi um evento diferenciado, que reuniu não só os produtores rurais, mas também empresas do setor agrícola e a realização de palestras. A cerimônia foi realizada no Centro de Treinamento do Produtor Rural, situado no Centro Agropecuário Municipal Ayrton Berger.
Durante a cerimônia, o Superintendente do Banco, Everton Kapfenberger, destacou o montante que foi liberado para financiamentos na última safra na região: R$ 1,585 bilhão. O evento contou com a participação do Prefeito, Marcelo Rangel. “Na verdade estamos lançando, hoje, a Safra. A safra junto com o Plano, que depende de algumas regulamentações de portarias do Governo Federal, o que deve ocorrer nos próximos dias”, relatou, destacando as parcerias com empresas do setor.
Sobre os valores, se aproximaram do esperado, do R$ 1,6 bilhão quando foi lançado. “Foi uma safra recorde com relação ao atendimento de crédito. Só nesse mês de junho desembolsamos R$ 260 milhões no agronegócio, e temos mais de R$ 40 milhões em propostas aprovadas aguardando o instrumento de credito para fazer o pagamento”, diz. A maior parte foi para a agricultura empresarial (cerca de R$ 830 milhões), mas a agricultura familiar também ficou com boa participação, com pouco mais de R$ 250 milhões.
Embora sem falar em números, Kapfenberger explica que o valor liberado deverá crescer neste próximo período de um ano. “Como os custos de produção tem naturalmente um aumento, acreditamos que vamos ter um desembolso maior”, informa. Esse lançamento ocorre dia 5. Para os produtores rurais, contudo, o Plano Safra não tem agradado. “Queríamos mais verbas e recursos mais baratos, com uma baixa de 1,2% na taxa de juros em relação à safra anterior. Mas veio menos verbas e um aumento de 0,65% na taxa de juros. Em um período que já viemos de prejuízos pelas condições climáticas”, disse Edilson Gorte, presidente da Sociedade Rural e produtor. Roberto Cunha Nascimento também não demonstrou muita satisfação. “O Plano Safra foi acrescido de um valor abaixo da inflação, que é abaixo do que precisava. Afinal, para o agronegócio, que representa 48% do PIB nacional, acho pouco o valor financiado”, revela o produtor.





















