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Arqueóloga descobre pintura rupestre na região de PG

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Mário Martins

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Descoberta de arte rupestre espetacular na região dos Campos Gerais chama a atenção de arqueólogos do mundo. A figura retrata uma cena complexa com animais e seres humanos, provavelmente seja a representação de um mito de origem. A arqueóloga do Museu Paranaense, Cláudia Parellada, que vem coordenando pesquisas na região há 24 anos, registrou a descoberta das pinturas rupestres na Escarpa Devoniana, no município de Piraí do Sul. O local é de difícil acesso, com muita vegetação, e está a sete metros acima do solo, com ninhos de pássaros, abelhas e vespas ao redor. O local foi descoberto pela arqueóloga em 1992.

A data estimada da pintura é de 4 mil anos e retrata uma cena de dança ritual, possivelmente feita pelo ‘Povo Jê’, que habitou a região. “É uma descoberta muito importante para o Brasil. Esta área está cadastrada há 22 anos, mas não havia recursos tecnológicos para fazermos a exploração”, diz Claudia Parellada.

A cena apresenta cerca de 120 figuras, sendo que muitas parecem flutuar, entre elas animais, seres fantásticos e figuras humanas. Segundo a arqueóloga, é um trabalho sofisticado pelos detalhes, pelo número de elementos e porque foi pintado ao mesmo tempo. “Não sabemos se é a retratação de uma história contada por antepassados ou é da memória deste habitante. Várias das figuras representadas têm cabeças de cervídeos (cervos) com elementos que interagem”, afirma.

O próximo passo será a publicação de artigos científicos e apresentação em simpósios internacionais de arte rupestre. O projeto será ampliado para descobrir novas pinturas e locais de sepultamento porque há indícios que uma grande comunidade viveu neste local.

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