Paraná lidera contratações pelas Agências do Trabalhador
Com 98.138 contratações intermediadas, o estado registrou 20 mil vagas a mais do que São Paulo, segundo colocado no ranking nacional
O Paraná liderou as
contratações de trabalhadores do mercado formal intermediadas pelas Agências do
Trabalhador em 2015. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e
Previdência Social, a cada cinco trabalhadores admitidos por meio das agências
em todo o país, no ano passado, um conseguiu a vaga por meio das agências do
Paraná. Com 98.138 contratações intermediadas, o estado registrou 20 mil vagas
a mais do que São Paulo, segundo colocado no ranking nacional.
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged) mostra que 1,2 milhão trabalhadores foram admitidos no Paraná, em 2015.
Deste total, 18% tiveram as vagas intermediadas pelas Agências do Trabalhador
instaladas no estado. A participação é superior à média nacional, que chegou a
10%.
Para a coordenadora estadual de Intermediação de
Mão de Obra da Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social, Ângela
Grande Carstens, o trabalho ativo das equipes das agências na captação de
vagas, o apoio técnico constante na supervisão das unidades e no treinamento
dos agentes contribuem para os bons resultados alcançados no estado.
“O número de agências também facilita o acesso do
trabalhador às oportunidades de emprego. O Paraná tem uma grande rede, com
unidades em 223 municípios, o que traz uma cobertura maior da população do
estado”, destaca Ângela.
O trabalho das equipes também foca a recolocação
dos trabalhadores que buscam as unidades para solicitar o seguro-desemprego. Do
total contratados por meio das agências em 2015, 16% conseguiram um novo
emprego enquanto recebiam o benefício. Esse resultado ultrapassou a média
nacional, que foi de 14%.
“Em todos os serviços ofertados pela agência, o
atendimento sempre começa no cadastro do trabalhador, pensando na possibilidade
de encaminhá-lo para uma vaga de emprego”, explica a coordenadora estadual do
Seguro-Desemprego, Fátima Martins Siqueira.
Ela esclarece, ainda, que as vagas disponíveis são
ofertadas automaticamente pelo sistema, de acordo com o perfil e a última
remuneração do trabalhador, no momento em que o benefício é requerido. Quando
não há vagas dentro da área de atuação, o agente oferece oportunidades em
outras ocupações. “Mesmo recebendo o benefício, o trabalhador é monitorado pelo
sistema, que é preparado para convocá-lo a qualquer momento, assim que surgir
uma vaga de no seu perfil”, diz Fátima.
Do total de agências instaladas no Estado, 220
são administradas numa parceria entre o Ministério do Trabalho, Governo do
Estado e prefeituras. Desde 2011, mais de meio milhão de trabalhadores ocuparam
postos no mercado de trabalho por meio das unidades. Desse total,
aproximadamente 75% das vagas foram ocupadas no interior do estado.
Para se candidatar às vagas, o interessado deve
comparecer à Agência do Trabalhador mais próxima de sua casa e levar a Carteira
de Trabalho e documentos pessoais, como Carteira de Identidade e CPF.
Na unidade é feito o cadastro do trabalhador e, se
houver uma vaga compatível com o seu perfil, imediatamente ele receberá uma
carta de encaminhamento para uma empresa. A partir daí, o processo seletivo
obedece aos critérios definidos pelo empregador. Aproximadamente 80% dos
trabalhadores que procuram as agências saem da unidade com entrevista de
emprego agendada. A escolha do candidato contratado fica por conta do
empregador.