Chuvas e tempo instável dificultam trabalhos no campo no Paraná | aRede
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Chuvas e tempo instável dificultam trabalhos no campo no Paraná

Excesso de umidade no solo desacelera o plantio da safra de verão 2026/27 e paralisa a reta final da colheita de inverno e da 2ª safra

Lavouras de verão mantêm boas condições apesar dos atrasos
Lavouras de verão mantêm boas condições apesar dos atrasos -

Eduarda Gomes de Paula

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O excesso de chuvas e as instabilidades do tempo registradas na terceira semana de setembro atrasaram o ritmo das operações de campo no Paraná. De acordo com o Boletim de Condições de Tempo e Cultivo, do Departamento de Economia Rural (Deral), com dados referentes ao período de 15 a 21 de setembro de 2026, as precipitações registradas em diversas regiões paralisaram momentaneamente a semeadura das culturas de verão e prejudicaram a colheita dos grãos de inverno ainda no campo. Apesar das breves janelas de tempo firme aproveitadas pelos produtores, o plantio da safra de verão 2026/27 segue em ritmo variado.

O plantio do milho de primeira safra atingiu 56% da área estimada, com 100% das áreas implantadas em boas condições, sendo 35% em fase de germinação e 65% em desenvolvimento vegetativo. Com o fim do vazio sanitário, a semeadura da soja alcançou 15% da área prevista, também apresentando 100% de boas condições, das quais 90% estão em germinação e 10% em desenvolvimento vegetativo.

A primeira safra do feijão atingiu 18% do plantio, com 61% em germinação e 39% em desenvolvimento vegetativo. Já a batata de primeira safra chegou a 47% de área semeada, registrando interrupções pontuais onde o solo ficou encharcado.

Na reta final da safra 2025/26, os trabalhos foram duramente afetados pelo clima instável. A colheita do trigo avançou para 46% da área, mas o excesso de umidade e a pouca luz solar acenderam alerta para perdas de qualidade, deixando 29% das lavouras em condição média e 7% em condição ruim, castigadas por acamamento, geadas e doenças fúngicas como giberela e brusone.

O milho de segunda safra está com 98% da área colhida, mas os 2% restantes enfrentam paralisação das máquinas até que a umidade do solo diminua e as estradas melhorem. A colheita da cevada atingiu 8% da área, acumulando 25% em condição média por conta de doenças foliares. Cultivos de arroz irrigado, aveia e hortaliças a campo também sofreram com atrasos, perdas de plantas e encharcamento.

Com supervisão: Mário Martins.

CONTEÚDO DE MARCA

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