Impulsionados por grãos, preços ao produtor subiram em agosto
Valores de hortifrutícolas e pecuária também aumentaram, enquanto grupo de cana e café caiu

O Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA), mensurado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), registrou uma alta nominal de 3,45% no mês de agosto em comparação a julho. O avanço mensal foi puxado principalmente pelo segmento de grãos, que teve crescimento de 5,06%, seguido pelos setores de hortifrutícolas (3,88%) e da pecuária (1,93%). Esses desempenhos positivos superaram a retração observada no grupo de cana e café, que caiu 2,45%.
No ambiente externo, o indicador de preços dos alimentos em dólares divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) apresentou elevação de 1,01%. Acompanhado pela depreciação do real frente à moeda norte-americana em 0,77%, o índice internacional de alimentos convertido para a moeda brasileira encerrou o período com alta de 1,79%.
Segundo informações publicadas pelo Globo Rural, a variação acumulada entre janeiro e agosto de 2026 aponta uma queda de 7,60% no IPPA/Cepea na comparação com o mesmo período do ano anterior. O recuo acumulado reflete reduções nos segmentos de cana e café (-21%), hortifrutícolas (-6,54%), grãos (-5,69%) e pecuária (-3,14%).
Em contrapartida, no mesmo intervalo de oito meses, os preços industriais mensurados pelo IPA-OG-DI/FGV acumularam alta de 0,99%. Já os alimentos no mercado internacional registraram recuo de 9,50% em reais, ao passo que em dólares exibiram um ligeiro avanço de 0,15% conforme o FMI. A taxa de câmbio no período acumulou variação de -9,53%, destacando a valorização do real em relação ao dólar ao longo do ano.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Alta mensal puxada por grãos: O IPPA/Cepea subiu 3,45% em agosto impulsionado pelos grãos (+5,06%), hortifrutícolas (+3,88%) e pecuária (+1,93%), superando a queda no setor de cana e café (-2,45%).
- Cenário internacional e câmbio: A cotação global dos alimentos subiu 1,01% em dólares em agosto e 1,79% em reais, favorecida pela depreciação mensal de 0,77% da moeda brasileira.
- Recuo no acumulado do ano: De janeiro a agosto de 2026, o índice acumulou queda de 7,60%, com perdas em todos os grupos agropecuários, apesar da leve alta nos preços industriais.



