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Região de PG é o 3º maior polo de olericultura do Paraná

Núcleo Regional faturou R$ 385,1 milhões com a produção de hortaliças, segundo dados do Deral

Área abrange 18 municípios do estado
Área abrange 18 municípios do estado -

Eduarda Gomes de Paula

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O Núcleo Regional de Ponta Grossa é o terceiro maior polo de produção de olericultura do Paraná. A região movimentou R$ 385,1 milhões no Valor Bruto da Produção (VBP) com hortaliças, o que representa 6,8% de toda a receita gerada pelo segmento no estado.

A olericultura é o ramo da agricultura focado na produção e cultivo de hortaliças, termo técnico que abrange folhosas (como alface e couve), legumes (como tomate e pimentão), raízes (como cenoura) e tubérculos (como batata). As informações são do Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado nesta quinta-feira (20).

O desempenho nos Campos Gerais é impulsionado principalmente pelo cultivo de duas safras de tomate e duas de batata. Juntas, as duas culturas responderam por 61,2% da área cultivada, 74,8% do volume colhido e 73,5% do VBP gerado pela jurisdição.

Ao todo, o núcleo cultiva 40 espécies de olerícolas. As duas safras de tomate renderam 60,2 mil toneladas em 775 hectares, movimentando R$ 188,6 milhões. Já a batata ocupou 4,2 mil hectares, com produção de 125,6 mil toneladas e faturamento bruto de R$ 94,3 milhões.

A área de abrangência do Núcleo Regional engloba 18 municípios: Ponta Grossa, Arapoti, Carambeí, Castro, Imbaú, Ipiranga, Ivaí, Jaguariaíva, Ortigueira, Palmeira, Piraí do Sul, Porto Amazonas, Reserva, São João do Triunfo, Sengés, Telêmaco Borba, Tibagi e Ventania.

PANORAMA ESTADUAL

Em âmbito estadual, a olericultura movimentou R$ 5,7 bilhões em 2025, o que equivale a 2,7% dos R$ 212,6 bilhões gerados por toda a agropecuária paranaense. A produção total somou 3,1 milhões de toneladas em uma área de 115,2 mil hectares. No Paraná, o trio composto por batata, tomate e mandioca in natura lidera o setor, concentrando 44,7% da área, 51,9% do volume e 40,0% do VBP das hortas.

A liderança estadual permanece com o Núcleo Regional de Curitiba, que extraiu 997,9 mil toneladas em 42,6 mil hectares, gerando R$ 1,95 bilhão (34,3% do VBP estadual), com destaque para couve-flor, brócolis, mandioca de mesa, batata e alface.

O segundo maior polo é Guarapuava, com R$ 437,4 milhões em VBP (7,7% do total estadual), alavancado fortemente pela batata, que respondeu por R$ 240,1 milhões da renda regional. Atrás de Ponta Grossa, figuram Jacarezinho em quarto lugar (R$ 368,9 milhões em VBP, impulsionado por pimentão, tomate e pepino) e Apucarana em quinto (R$ 367,0 milhões, com destaque para a cenoura e o tomate).

Com supervisão: Mário Martins.

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