Chuvas elevam umidade e atrasam colheita do milho no Paraná
Mesmo com mais de 1,5 milhão de hectares colhidos (52% da área total), ritmo segue abaixo do registrado no ciclo anterior; cotação do cereal recuperou 2,6% em julho

Os trabalhos de recolhimento da segunda safra de milho 2025/26 no Paraná ultrapassaram a marca de 50% da área semeada. Dos 2,9 milhões de hectares cultivados nesta temporada, pouco mais de 1,5 milhão de hectares foram colhidos até a primeira semana de agosto, alcançando 52% do total. A informação foi divulgada pelo Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), nesta quinta-feira (06).
O ritmo dos trabalhos, no entanto, é afetado pelas oscilações climáticas recentes. A alternância entre períodos de sol e precipitações frequentes manteve a umidade alta nas lavouras de diversas regiões, impedindo que as máquinas avançassem com maior velocidade. O cenário coloca o ciclo atual em ritmo atrasado na comparação histórica: no mesmo período do ano passado, a colheita já havia superado 70% do espaço cultivado no estado.
Em contrapartida ao ritmo mais lento no campo, o mercado para o cereal apresentou recuperação pontual no mês de julho. O preço médio pago ao produtor paranaense encerrou o período cotado a R$ 52,66 por saca de 60 kg, o que representa um avanço de 2,6% frente a junho e uma alta de 5% na comparação com julho de 2025. Contudo, ao considerar a média dos sete primeiros meses de 2026, a cotação do milho acumula queda de 6% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Andamento da colheita: 52% da área de 2,9 milhões de hectares da 2ª safra de milho foram colhidos no Paraná (1,5 milhão de ha).
- Gargalo climático: As precipitações constantes elevaram a umidade no campo, gerando atraso significativo em relação aos 70% registrados no ano anterior.
- Comportamento do mercado: O preço pago ao produtor subiu para R$ 52,66 a saca em julho (+2,6% no mês), embora a média anual acumulada continue 6% abaixo de 2025.





















