Novo tarifaço dos EUA afeta 75% das exportações do Paraná, diz Fiep | aRede
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Novo tarifaço dos EUA afeta 75% das exportações do Paraná, diz Fiep

Exportações da indústria paranaense aos norte-americanos totalizaram cerca de R$ 6,5 bilhões em 2025, resultado que deve ser afetado pelas taxas de 25% confirmadas pelo USTR na última quarta-feira (15)

Nova tarifa adicional de 25% pode reduzir a competitividade de diversos setores
Nova tarifa adicional de 25% pode reduzir a competitividade de diversos setores -

Publicado por Eduarda Gomes

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Estimativas preliminares da Fiep (Federação das Indústrias do Paraná) constatam que 75% das exportações do Paraná para os Estados Unidos serão afetadas pela nova tarifa de 25% confirmada pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) na noite de quarta-feira (15). Segundo a federação, as vendas da indústria paranaense totalizaram cerca de R$ 6,5 bilhões (US$ 1,3 bilhão) em 2025, resultado que deve perder força com o novo tarifaço.

"Com as sobretaxas, uma parcela significativa desses produtos perde competitividade, o que tende a afetar diretamente o desempenho das empresas exportadoras, reduzir investimentos e gerar impactos sobre a produção e o emprego no Paraná", afirmou a Fiep em nota oficial à imprensa.

De acordo com a entidade, os principais itens afetados estão relacionados com o setor madeireiro, como madeira serrada, compensados, molduras, portas, parte dos pisos de madeira, revestimentos cerâmicos e móveis, além do setor de papel. Por outro lado, alguns produtos conseguiram ser incluídos na lista de exceções, o que a Fiep considera positivo. Sendo assim, itens como tilápia, café solúvel, mel e couro não terão sua competitividade afetada pelo tarifaço.

"Ainda assim, o volume de exportações que continuará tributado representa a maior parte da pauta exportadora industrial do estado", salienta a federação, que atuou na defesa da indústria paranaense durante a audiência pública realizada em Washington, nos dias 6 e 7 de julho.

As tarifas entraram em vigor nesta quarta-feira (22) e, diante disso, a federação pede que ambos os governos retomem as negociações com "a maior brevidade possível" para a reversão da medida. A tarifa é adicional às alíquotas já existentes, ou seja: um produto que atualmente paga 5% de imposto de importação passará a pagar 30%, somando a tarifa regular aos 25% adicionais.

As informações são da Assessoria de Imprensa.

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