Preços da alface e da cenoura sobem no Paraná | aRede
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Preços da alface e da cenoura sobem no Paraná

Estado destaca-se por queda expressiva no preço da batata e por registrar a maior alta do país no valor da alface

Ceasa de Curitiba registrou forte recuo no preço da batata (-11,61%), ao mesmo tempo em que teve a maior alta do país para a alface (+42,03%).
Ceasa de Curitiba registrou forte recuo no preço da batata (-11,61%), ao mesmo tempo em que teve a maior alta do país para a alface (+42,03%). -

Publicado por Eduarda Gomes

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O mercado hortigranjeiro nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do Paraná apresentou movimentações de destaque no atacado. Em Curitiba, a batata registrou uma das maiores reduções do país, com queda de 11,61%, impulsionada pelo aumento da oferta da safra dos principais estados produtores.

Por outro lado, a capital paranaense liderou o ranking nacional de aumentos da alface, registrando uma disparada de 42,03%. A cenoura comercializada na Ceasa de Curitiba também seguiu em alta no estado, com avanço de 16,62%.

As informações são do  7º Boletim Hortigranjeiro do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta quarta-feira (22) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

PANORAMA NO PAÍS

Em âmbito nacional, o tomate teve queda de preço na maior parte das Ceasas. Na média ponderada, o fruto ficou 15,85% mais barato no mês de junho, alcançando o valor médio de R$ 5,59 por quilo.

O recuo se deve à maior disponibilidade gerada pela safra de inverno, apesar do tempo frio e da maturação mais lenta. Recife/PE registrou a maior queda do produto, com -61,32%.

Já a batata, embora tenha encerrado o mês com alta de 1,81% na média ponderada total, ficou mais barata em 6 das 11 Ceasas pesquisadas. Além de Curitiba (-11,61%), recuos foram apurados em Goiânia/GO (-12,53%), Rio Branco/AC (-8%), Recife/PE (-6,29%), São Paulo/SP (-4,43%) e Belo Horizonte/MG (-2,42%). Os preços ficaram estáveis em Campinas/SP (0,32%) e Vitória/ES (0,75%).

No caso da cenoura, a média geral ficou estável (+0,83%). O produto caiu em cinco Ceasas (com destaques para Rio Branco/AC com -17,62% e Vitória/ES com -12,79%), mas encareceu em Fortaleza/CE (38,56%), Belo Horizonte/MG (20,34%) e Curitiba/PR (16,62%), em um cenário de normalização do clima e avanço da colheita nas regiões produtoras.

A cebola acumulou alta de 8,46% na média ponderada com o fim da safra do Sul (especialmente de Santa Catarina) e maior oferta vinda de Minas Gerais e São Paulo. A alface subiu 11,99% na média geral, oscilando entre uma queda de 64,78% em Recife/PE e a máxima de 42,03% em Curitiba/PR. O frio do período reduziu o ritmo de crescimento da planta e a demanda.

MERCADO DE FRUTAS

A melancia caiu 24,02% na média ponderada (com recuo de até 32% no Rio de Janeiro/RJ) devido ao menor consumo no Sul e Sudeste causado pelo frio. A laranja recuou 13,20% na média geral, ficando mais barata em oito centrais (variando entre -18,29% no Rio de Janeiro/RJ e +3,99% em São José/SC), refletindo estoques regulares de suco e menor demanda externa por mudanças de hábitos.

A maçã teve queda de 2,81% na média ponderada, estimulada pela maior oferta da variedade fuji do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, com quedas principais em Recife/PE (-14,47%) e São José/SC (-13,12%). O mamão apresentou retração de 1,56% na média geral (variando de -43,15% em Fortaleza/CE a +51,13% no Rio de Janeiro/RJ), fruto do atraso de maturação no norte capixaba e sul baiano devido ao clima frio.

A banana foi a única fruta a encarecer, com alta de 2,10% na média ponderada. A oferta caiu em virtude das baixas temperaturas, com destaque para Minas Gerais, principal fornecedor, que teve redução de 11% na oferta.

DADOS DO SETOR

As exportações brasileiras de frutas no primeiro semestre de 2026 alcançaram 632,85 mil toneladas (alta de 13% ante o 1º semestre de 2025), somando US$ 775 milhões (+19,2%). Destacaram-se os aumentos nos envios de maçã (+225%), abacate (+93%) e manga (+38%).

O boletim menciona ainda a participação da Conab no Encontro Nacional das Centrais de Abastecimento em Uberlândia/MG (entre 7 e 9 de julho), onde apresentou a comercialização total dos entrepostos atacadistas no ano de 2025. O documento completo e o 7º Boletim Prohort reúnem dados de mais de mil produtos em 117 frutas e 123 hortaliças com peso no IPCA.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Destaque no Paraná: Curitiba anotou uma das maiores quedas do país no preço da batata (-11,61%), porém liderou as altas nacionais da alface (+42,03%) e teve encarecimento da cenoura (+16,62%).

- Queda do tomate e hortaliças: Aumentando a oferta de inverno, o tomate caiu 15,85% na média nacional (para R$ 5,59/kg); cebola (+8,46%) e alface (+11,99%) encareceram na média ponderada.

- Cenário das frutas e exportações: Melancia (-24,02%), laranja (-13,20%), maçã (-2,81%) e mamão (-1,56%) ficaram mais baratos, enquanto a banana subiu 2,10%. As exportações de frutas renderam US$ 775 milhões no semestre.

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