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Porto de Paranaguá concentra quase 50% das exportações de frango do BR

Com recorde histórico de 1,04 milhão de toneladas embarcadas nos primeiros cinco meses de 2026, terminal paranaense consolida liderança nacional e impulsiona o mercado de proteínas animais

Porto de Paranaguá consolida posição como principal hub logístico para a exportação de carne de frango do Brasil após atingir recorde histórico de movimentação
Porto de Paranaguá consolida posição como principal hub logístico para a exportação de carne de frango do Brasil após atingir recorde histórico de movimentação -

Publicado por Eduarda Gomes

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A Portos do Paraná alcançou a marca histórica de 47,3% de participação em todas as exportações brasileiras de carne de frango nos primeiros meses de 2026. O índice expressivo foi consolidado após o embarque recorde de 1,04 milhão de toneladas de aves congeladas direcionadas ao mercado internacional no período compreendido entre janeiro e maio.

Somente no mês de maio, o terminal movimentou mais de 208 mil toneladas do produto. Esse volume consolida em definitivo o Porto de Paranaguá como o líder nacional isolado e uma das principais referências globais no escoamento desta proteína animal.

Quando comparado ao mesmo período de 2025, quando o acumulado das exportações de carne de frango somou 921,9 mil toneladas, o complexo portuário paranaense registrou um crescimento de 13,1%. O recorde anterior para o período havia sido estabelecido no ano de 2023, ocasião em que foram embarcadas 945,9 mil toneladas da mercadoria.

Todos os dados estatísticos são oriundos do Comex Stat, sistema oficial do Governo Federal encarregado de compilar e monitorar os dados do comércio exterior brasileiro. As informações foram divulgadas na Agência Estadual de Notícias.

De acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o resultado é reflexo direto dos investimentos concretizados nos últimos anos. “Os investimentos realizados em infraestrutura, tecnologia e qualificação operacional são fundamentais para garantir a competitividade dos portos paranaenses e ampliar a qualidade dos serviços prestados aos nossos clientes”, afirmou o executivo.

Em termos financeiros, considerando os valores FOB (Free on Board), que representam o valor de mercado da mercadoria posicionada no momento exato do embarque, a autoridade portuária do Paraná abocanhou a maior fatia da receita cambial do país no segmento. Do total de US$ 4,08 bilhões (R$ 20,659 bilhões) faturados pelo Brasil com a venda externa de carne de frango, o Porto de Paranaguá foi responsável por injetar US$ 1,88 bilhão (R$ 9,519 bilhões).

O principal destino internacional da proteína aviária escoada pelos terminais paranaenses foi o mercado da China, que adquiriu sozinha 114,2 mil toneladas do produto, montante que equivale a 11% de tudo o que foi embarcado por Paranaguá no período. Além do gigante asiático, figuram como os principais compradores as nações da África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Japão e Arábia Saudita.

No balanço geral, as exportações do produto atenderam a uma carteira internacional composta por mais de 120 países. Esse desempenho no setor de aves impulsionou fortemente a movimentação global do porto em maio, mês em que as exportações gerais paranaenses cresceram 28,8%.

A alta performance logística e a robustez estrutural do Porto de Paranaguá são apontadas como os grandes diferenciais competitivos para a sustentação desse protagonismo em âmbito federal. Segundo o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, o grande trunfo reside no suporte técnico ofertado pelo porto ao segmento de perecíveis.

O complexo dispõe, de longe, da maior infraestrutura para o recebimento de contêineres refrigerados (reefers) de todo o território nacional, contabilizando uma disponibilidade que ultrapassa os 5,2 mil plugs (tomadas elétricas) ativos em suas instalações. Paralelamente, o porto também investe em melhorias acessórias, a exemplo da recente modernização do sistema de iluminação do Pátio de Triagem, que recebeu um aporte financeiro de R$ 7,7 milhões.

Soma-se à eficiência portuária a destacada liderança do próprio estado do Paraná no campo da produção avícola. O território paranaense detém atualmente a fatia de aproximadamente 35% de toda a produção brasileira de aves destinadas ao abate. Como consequência direta dessa forte atividade industrial interna, uma parcela considerável desse volume é direcionada aos corredores de exportação marítima geridos pelos portos do estado.

MERCADO DE PROTEÍNAS ANIMAIS

A consolidação do Porto de Paranaguá vai além do setor avícola e estende-se para o mercado global de carnes. O terminal ampliou sua hegemonia nacional na soma total das exportações de proteínas animais.

Computando conjuntamente os embarques de carnes de frango, bovina, suína, caprina e pescados, o porto movimentou mais de 1,4 milhão de toneladas entre os meses de janeiro e maio de 2026. Este número equivale a 37% de toda a exportação brasileira deste grupo de produtos.

A taxa de crescimento da movimentação geral do grupo de carnes nos primeiros cinco meses de 2026 foi de 9,9% na comparação com o intervalo correlato do ano de 2025. No segmento específico da carne bovina, o Porto de Paranaguá embarcou o total de 277,5 mil toneladas no acumulado do ano corrente.

O indicador assegura ao porto paranaense o posto de segunda maior movimentação do país na categoria, respondendo por uma participação de 24,7% de todo o volume nacional exportado. Para a carne bovina, os principais mercados compradores foram a China, os Estados Unidos e a Rússia.

Por sua vez, as vendas externas de carne suína por meio dos terminais de Paranaguá somaram 84,8 mil toneladas no acumulado do período analisado. Frente às 79,6 mil toneladas anotadas nos mesmos meses de 2025, o avanço foi de 6,5%. Os embarques de carne suína atenderam a mais de 50 nações compradoras, registrando-se como os principais destinos de destaque as Filipinas, Hong Kong e Singapura.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Liderança absoluta no setor de aves: O Porto de Paranaguá respondeu por 47,3% das exportações brasileiras de carne de frango de janeiro a maio de 2026, somando um recorde de 1,04 milhão de toneladas embarcadas para mais de 120 países, tendo a China como principal destino (11%).

- Faturamento e infraestrutura de ponta: O porto gerou US$ 1,88 bilhão em receita FOB (de um total nacional de US$ 4,08 bilhões). O desempenho é sustentado pela maior estrutura reefer do Brasil, com mais de 5,2 mil tomadas para contêineres refrigerados, e pela força do Paraná, que detém 35% da produção avícola nacional de abate.

- Hegemonia estendida nas proteínas animais: No cômputo geral das carnes (frango, bovina, suína, caprina e pescados), Paranaguá movimentou 1,4 milhão de toneladas (37% do total do país). O complexo também garantiu a vice-liderança nacional em carne bovina (277,5 mil toneladas; 24,7% de participação) e cresceu 6,5% no envio de carne suína (84,8 mil toneladas).

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