Nutrição tecnológica eleva produtividade leiteira na Castrolanda
Com investimentos em automação, validação científica e linhas de produção exclusivas, cooperativa transforma a alimentação animal no principal motor da eficiência no campo

A evolução da pecuária leiteira na Cooperativa Castrolanda é sustentada por uma engrenagem onde a tecnologia e o conhecimento científico caminham juntos: a nutrição animal. Longe de ser apenas um componente do manejo, a alimentação adequada consolidou-se como fator determinante para o aumento da produtividade por animal, modernização das ordenhas, melhoramento genético e automação dos rebanhos. Hoje, a ração é responsável por mais de 70% da produção de leite de uma vaca de alta performance, representando até 60% de toda a matéria seca ingerida diariamente pelo animal.
As duas unidades fabris da cooperativa focadas na atividade leiteira alcançaram marcas expressivas em 2025, totalizando a produção de 70 mil toneladas de ração para bovinos, 95 mil toneladas de matérias-primas e 7,5 mil toneladas de suplementos minerais. As informações são da Assessoria de Imprensa.
O atual modelo altamente tecnificado, focado em sistemas confinados e semiconfinados, contrasta com o início da década de 1950, quando a alimentação do rebanho era baseada majoritariamente em forragens de inverno e verão com complementação concentrada. O salto de escala começou em 1970, com a inauguração da Fábrica de Rações da Castrolanda, criada para atender à expansão das cadeias de bovinos, suínos e aves. A estrutura expandiu-se com ampliações na unidade matriz em Castro (em 1990 e 2009) e com a inauguração de uma nova planta em Piraí do Sul, em 2003, fruto de uma parceria com a Perdigão S/A.
PORTFÓLIO TECNOLÓGICO E VALIDAÇÃO CIENTÍFICA
Se no passado a cooperativa trabalhava com opções restritas, como rações com 18% de proteína, iniciais para bezerros e concentrados proteicos de 33% para produtores que moíam o próprio milho, a realidade atual exige precisão. A Nutrição Castrolanda oferece hoje formulações que variam de 16%, 18%, 20% a 23% de proteína, atendendo desde manejos básicos até os mais exigentes.
O portfólio moderno integra tecnologias específicas para cada etapa do ciclo de vida do animal, incluindo dietas para vacas secas, pré-parto, novilhas em crescimento e bezerras. Segundo Huibert Pieter Janssen, Consultor de Negócios Leite da Castrolanda, as formulações utilizam aditivos rigorosamente validados por instituições e universidades renomadas.
"Podemos citar a monensina sódica, leveduras, biotina, minerais orgânicos, gordura protegida, proteínas não degradáveis no rúmen, tamponantes, adsorventes de micotoxinas, produtos de fermentação e sais aniônicos. Todos validados por pesquisas científicas", destaca Janssen, lembrando que o balanço correto impacta diretamente a saúde, a reprodução, a imunidade e o teor de sólidos (gordura e proteína) do leite.
RIGOR INDUSTRIAL
Para assegurar que a ciência do laboratório chegue perfeitamente ao cocho, o processo industrial nas fábricas de Castro e Piraí do Sul adota um controle de qualidade severo. O recebimento de farelos passa por amostragem e análise laboratorial imediata no calador da portaria. Em cerca de 30 minutos, a carga é liberada ou recusada. Para os grãos armazenados nos silos, o monitoramento é feito via sistemas de termometria.
A produção é totalmente automatizada, controlando a dosagem de ingredientes com precisão decimal. "A precisão é essencial na inclusão de microingredientes, a margem de variação precisa ser mínima para não comprometer o desempenho no campo e nem a segurança da formulação. Tem ingredientes que dosam 7 quilos e 42 gramas. E isso precisa ser atendido com margem mínima de erro", explica Mahani Piacentini, Coordenador de Produção da Fábrica de Rações matriz.
Dois indicadores técnicos balizam o sucesso da fabricação:
- Coeficiente de Variação (CV): Mede a homogeneidade da mistura, garantindo que cada pellet contenha exatamente a mesma proporção de nutrientes.
- Índice de Durabilidade do Pellet (PDI): Mede a resistência física do alimento. Pellets que se quebram viram farelo ("finos"), o que leva a vaca a rejeitar parte da dieta. "Se em um quilo eu tenho 800 gramas de pellet e 200 de farelo, esses 200 gramas não são consumidos pelo animal", pontua Piacentini.
Um dos maiores diferenciais competitivos da Castrolanda no mercado é a total segregação de suas linhas. A produção para a bovinocultura leiteira é totalmente exclusiva. Como o organismo dos ruminantes não pode entrar em contato com substâncias permitidas apenas para outras espécies (como os suínos), a individualização das linhas garante risco zero de contaminação cruzada e segurança sanitária integral, sob as normas de Boas Práticas de Fabricação (BPF) do Ministério da Agricultura.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Protagonismo na produção: A nutrição consolidou-se como o pilar central da eficiência leiteira na Castrolanda, sendo a ração responsável por mais de 70% da produção de leite e por até 60% da matéria seca diária consumida por vacas de alta performance.
- Rigor técnico e automação: O processo fabril nas unidades de Castro e Piraí do Sul conta com automação de precisão decimal na pesagem, controle rigoroso de qualidade em até 30 minutos no recebimento de insumos e monitoramento de índices como o PDI para evitar o desperdício de alimento no cocho.
- Segurança e exclusividade sanitária: A cooperativa destaca-se no mercado por possuir linhas de produção exclusivas e segregadas para a bovinocultura de leite, eliminando qualquer risco de contaminação cruzada com ingredientes de rações de outras espécies e atendendo rigidamente às normas do Ministério da Agricultura.





















