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Seca e geada provocam quebra de 38% na safra de feijão no Paraná

Combinação de seca prolongada e geadas severas no Sul do estado frustra expectativas e reduz colheita para 332 mil toneladas

Lavouras de feijão na região Sul do Paraná sofrem os impactos da estiagem prolongada seguida de geadas severas
Lavouras de feijão na região Sul do Paraná sofrem os impactos da estiagem prolongada seguida de geadas severas -

Publicado por Eduarda Gomes

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Considerado um dos alimentos mais tradicionais e estratégicos da mesa dos paranaenses, o feijão enfrenta um cenário crítico em seu segundo ciclo produtivo deste ano. As novas estimativas de campo apontam que a colheita da segunda safra deve somar apenas 332,1 mil toneladas no estado. O volume representa uma diminuição de 38% em comparação direta com o volume obtido na safra anterior. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (28) no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

A quebra nas lavouras comprometeu de forma severa as metas traçadas pelos produtores no início do ciclo. O volume projetado atualmente em 332,1 mil toneladas é cerca de 21% inferior ao potencial produtivo estimado no planejamento inicial da safra, evidenciando o tamanho do prejuízo financeiro e de abastecimento que o setor vem enfrentando.

O principal fator para essa quebra severa foi o comportamento climático hostil que atingiu as plantações em fases cruciais de desenvolvimento biológico do grão. Inicialmente, o feijão enfrentou um período prolongado de estiagem severa, que comprometeu o vigor das plantas. Posteriormente, o cenário foi agravado com a chegada de frentes frias e a ocorrência de geadas de forte intensidade, que danificaram as lavouras remanescentes localizadas na região Sul do estado.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Frustração na colheita: A segunda safra de feijão no Paraná deve fechar em 332,1 mil toneladas, volume 38% menor do que o registrado no ciclo passado.

- Abaixo do planejado: Devido às perdas no campo, o volume atual esperado ficou 21% aquém das projeções iniciais do setor.

- Causas climáticas: O potencial das lavouras foi severamente danificado por uma estiagem prolongada seguida de geadas na região Sul do Paraná.

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