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Leite sobe 10,5% em março e deve ficar mais caro para o consumidor

Com oferta limitada e alta nos custos de produção, valor pago no campo acumula elevação de 17,6% no primeiro trimestre; derivados podem ficar mais caros nas próximas semanas

Produtores enfrentam alta nos custos de alimentação do rebanho e entressafra, fatores que reduziram a oferta de leite e elevaram os preços em 10,5% em março
Produtores enfrentam alta nos custos de alimentação do rebanho e entressafra, fatores que reduziram a oferta de leite e elevaram os preços em 10,5% em março -

Publicado por Eduarda Gomes

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O mercado de lácteos registrou um salto expressivo no mês de março, marcando o terceiro mês consecutivo de valorização no campo. De acordo com o levantamento mais recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço pago ao produtor subiu 10,5%, impulsionado diretamente pela redução na oferta do produto no mercado brasileiro.

Atualmente, o valor médio recebido pelo pecuarista está em R$ 2,40 por litro. Embora o preço ainda esteja 18,7% abaixo do patamar registrado em março de 2025 (em termos reais), a tendência de alta no curto prazo é acentuada, com um acumulado de 17,6% apenas nos primeiros três meses de 2026.

Essa dinâmica de preços ocorre devido a uma combinação de fatores climáticos e econômicos. O período de entressafra, somado às condições do clima, reduziu naturalmente a produção. Paralelamente, os custos elevados com a manutenção do rebanho, especialmente no que diz respeito à alimentação animal, têm levado produtores a conter investimentos ou reduzir o ritmo das atividades. Segundo informações divulgadas pelo portal Agrofy News, essa escassez de matéria-prima gera uma disputa maior entre as indústrias para captar o leite disponível.

IMPACTO NA GÔNDOLA

O reflexo desse movimento no campo deve atingir o consumidor final em breve através do chamado "efeito dominó". A expectativa é que o aumento seja absorvido pela indústria e repassado ao varejo nas próximas semanas. Itens essenciais como o leite longa vida (UHT), queijos e outros derivados lácteos estão entre os produtos que podem sofrer reajustes.

Apesar do cenário de pressão, o Cepea projeta um alívio no horizonte. A tendência é que a escalada de preços perca fôlego a partir de maio, período em que se espera uma reação do setor produtivo e uma possível estabilização na captação de leite pelas indústrias.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Alta consecutiva: O preço do leite ao produtor subiu 10,5% em março, acumulando uma alta de 17,6% no primeiro trimestre de 2026.

- Causas da subida: A baixa oferta devido ao clima e ao período de entressafra, somada aos altos custos de produção, são os principais motivos do aumento.

- Repasse ao consumidor: O aumento deve chegar aos supermercados nas próximas semanas, afetando o preço do leite longa vida e derivados como queijos.

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