Preço da tahiti deve reagir em maio com expectativa de menor oferta
Queda de quase 27% em relação ao ano anterior marca o cenário de abril, mas redução na disponibilidade de frutas maduras promete recuperação nas cotações

O mercado de lima ácida tahiti opera com estabilidade na oferta neste mês de abril, mas o cenário deve mudar em breve. Segundo agentes consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a expectativa é de que a disponibilidade da fruta diminua em maio, abrindo espaço para uma necessária reação nos preços de comercialização.
Atualmente, o setor enfrenta um período de desvalorização. Na parcial de abril (até o dia 22), a média da caixa de 27,2 kg ficou em R$ 21,01, valor 11,06% menor que o de março de 2026 e 26,7% inferior ao registrado em abril de 2025. O movimento de alta esperado para o próximo mês se deve ao fato de que as frutas com padrão de qualidade estão sendo esgotadas nas colheitas atuais, enquanto os frutos menores ainda demandam tempo para atingir o calibre ideal de venda. As informações foram divulgadas pelo portal Agrolink.
Quanto à safra futura, o Cepea aponta que o planejamento já está em curso. Em março, diversos citricultores realizaram a indução floral via desfolha, estratégia que visa concentrar a colheita entre setembro e outubro. Apesar de as chuvas em abril terem sido inferiores às do início do ano, o clima segue favorável ao desenvolvimento dos pomares, mantendo o otimismo para a próxima temporada.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Expectativa de Alta: A menor oferta de frutos no padrão comercial em maio deve encerrar o ciclo de baixas cotações registrado em abril.
- Queda nas Cotações: O preço médio da caixa de 27,2 kg sofreu uma retração anual de 26,7%, operando próximo dos R$ 21,00 nesta parcial.
- Preparação para 2026: Produtores já iniciaram a indução floral dos pomares visando colheitas estratégicas no segundo semestre, aproveitando o clima favorável.





















