Brasil flexibiliza regras de inspeção da soja para exportação à China
Governo transfere coleta de amostras para o setor privado após exportadoras relatarem dificuldades operacionais e travamento de cargas em portos

O Ministério da Agricultura decidiu modificar os procedimentos de fiscalização aplicados às cargas de soja destinadas à China, atendendo a solicitações de empresas do setor. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil e detalham que, pelas novas regras, a coleta das amostras para inspeção passa a ser de responsabilidade de empresas supervisoras contratadas pelas próprias exportadoras, e não mais exclusivamente de fiscais do governo.
A decisão ocorre após a identificação de sementes de plantas daninhas proibidas em Pequim, o que levou a China a exigir controles fitossanitários mais rigorosos. O endurecimento das normas estatais, no entanto, gerou gargalos operacionais que levaram empresas como a Cargill a suspender temporariamente as vendas para o mercado chinês. Com a nova medida, o Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional busca destravar os embarques, mantendo a coleta direta por fiscais federais em apenas 10% das cargas.
As normas passam a valer imediatamente para todos os carregamentos que ainda não passaram pela coleta. A medida é vista como um movimento necessário para garantir o fluxo de exportação para o maior comprador de soja do Brasil, em um momento em que a colheita nacional já atinge mais de 57% da área total.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Mudança no processo: A coleta de amostras de soja para exportação deixa de ser feita apenas por fiscais do governo e passa para empresas supervisoras contratadas pelas exportadoras.
- Fiscalização reduzida: O Ministério da Agricultura manterá a inspeção direta por fiscais da Pasta em apenas 10% dos carregamentos destinados à China.
- Motivação: A medida visa destravar embarques afetados por normas fitossanitárias rígidas que chegaram a paralisar compras de grandes empresas do setor.




















