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Evento da FAO termina com incentivo à sustentabilidade na produção rural

Ao final da conferência, os países membros concordaram em aumentar o incentivo à agricultura familiar e o investimento em produções agroecológicas

Documento prioriza o fortalecimento do pequeno produtor e de sistemas produtivos com menor impacto ambiental na América Latina e Caribe
Documento prioriza o fortalecimento do pequeno produtor e de sistemas produtivos com menor impacto ambiental na América Latina e Caribe -

Publicado por Eduarda Gomes

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Os países membros da LARC39 (39ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura para a América Latina e o Caribe) assinaram na sexta-feira (6) um termo de compromisso para o combate à fome e às desigualdades na região no próximo biênio. O documento é resultado de discussões técnicas que ocorreram ao longo da semana e tem como principal ponto o investimento na sustentabilidade na produção rural, um ponto defendido pela presidência brasileira da conferência.

Durante esta semana, os países membros discutiram a implementação do sistema de produção para priorizar a conservação ambiental, um aspecto defendido pelo copresidente da Conferência e ministro do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.

“Vivemos em um momento em que o paradigma da revolução verde acabou. Esse modelo é nocivo ao meio ambiente. A agroecologia é o novo modelo. Será uma transição de uma agricultura de base química para uma base biológica, que já está sendo adotada pelo Brasil”, defendeu o ministro.

Além da redução dos impactos ambientais na produção agropecuária, as autoridades presentes na conferência discutiram soluções para mitigar a fome. No relatório final, as nações buscaram fortalecer o pequeno produtor e as plantações de menor impacto ambiental.

AGRICULTURA FAMILIAR

“Certamente houve uma nutrida participação dos países membros da conferência, pedindo o fortalecimento da pequena produção familiar, a abordagem agroecológica, o fortalecimento de sistemas produtivos que não sejam prejudiciais ao ecossistema e ao meio ambiente e promovendo os conhecimentos e as ciências locais”, explicou o representante regional da FAO, René Orellana.

Um das sugestões apresentadas na abertura da conferência na segunda-feira (2) pela Colômbia foi a adoção da agricultura familiar como alternativa no combate à fome, porém o tema não foi incluído na edição final.

“Alguns países propuseram e incorporaram a proposta. É um tema que foi apresentado em conferência na Colômbia, mas não virou parte do documento final. Os países mostraram interesse, mas não foi incluído na íntegra final”, disse Orellana à CNN.

Segundo o representante, a liderança do Brasil foi fundamental para a articulação de um acordo que fortalece a cooperação entre os países membros: “Uma coordenação muito estreita com os ministros e com o presidente foi determinante na conferência. O Governo do Brasil dá lições para os países do mundo, pela gestão de combate à fome e uso de recursos financeiros”.

A próxima edição da LARC será em El Salvador em 2028. A expectativa da FAO é que no próximo biênio os países membros tenham avanços no combate à fome e à nutrição, além do aumento de investimento em sustentabilidade e em adaptações às mudanças climáticas.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Compromisso Regional contra a Fome: Os 33 países membros assinaram um termo para o biênio 2026-2027 focado no combate às desigualdades e à insegurança alimentar. O documento prioriza o fortalecimento do pequeno produtor e de sistemas produtivos com menor impacto ambiental na América Latina e Caribe.

- Transição para a Agroecologia: A presidência brasileira da conferência defendeu o fim do paradigma da "revolução verde" (base química). O novo modelo proposto foca na base biológica e na conservação ambiental, visando uma agricultura sustentável que proteja os ecossistemas locais.

- Liderança Brasileira e Desafios: A gestão do Brasil foi elogiada pela articulação e uso de recursos no combate à fome. Embora a agricultura familiar tenha sido um tema central e defendido por países como a Colômbia, sua inclusão integral no documento final enfrentou resistências, sendo adotada de forma parcial pelos membros.

Com informações: CNN Brasil.

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