LCAs seguem como maior fonte de financiamento privado do agronegócio
CPRs também apresentaram desempenho positivo, de acordo com o Boletim de Finanças Privadas do Agro

As Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) seguem como a principal fonte de recursos privados destinados ao financiamento das atividades agropecuárias no país. Em janeiro, o estoque desses títulos alcançou R$ 589 bilhões, crescimento de 11% na comparação anual. Desse total, ao menos R$ 353 bilhões foram reaplicados diretamente no financiamento rural - um avanço expressivo de 34% em relação ao mesmo período do ano passado.
Os dados são da nova edição do Boletim de Finanças Privadas do Agro que já está disponível no site do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A publicação é elaborada pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário e reúne dados do Banco Central do Brasil, da Comissão de Valores Mobiliários e das registradoras B3, CERC e CRDC.
Outro instrumento relevante para o crédito do setor, as Cédulas de Produto Rural (CPRs), também apresentaram desempenho positivo. O estoque total chegou a R$ 560 bilhões em janeiro, alta de 17% nos últimos 12 meses. Na safra atual, entre julho de 2025 e janeiro de 2026, foram registrados R$ 231 bilhões em CPRs. Apesar do volume significativo, o montante representa queda de 5% frente à safra anterior.
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) mantiveram a trajetória de crescimento e atingiram R$ 177 bilhões em estoque, com aumento anual de 16%. Embora movimentem valores inferiores aos das LCAs e CPRs, os CRAs exercem papel estratégico ao ampliar a presença dos títulos do agronegócio no mercado de capitais, aproximando cadeias produtivas de investidores institucionais e pessoas físicas.
Na direção oposta, os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs) registraram retração. O estoque recuou 15% na comparação anual, totalizando R$ 31 bilhões ao fim de janeiro. Esses títulos são emitidos exclusivamente por cooperativas de produtores rurais ou por entidades que atuam nas cadeias do agronegócio, com foco no financiamento de suas próprias operações.
O boletim mais recente também marca a retomada da divulgação dos dados sobre o desempenho dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) no financiamento privado do setor. A divulgação havia sido interrompida em março do ano passado, em razão do período de adaptação desses fundos às novas regras do Anexo VI da Resolução CVM 175. Criados em 2021, os Fiagro alcançaram, após quatro anos de operação, um patrimônio líquido de R$ 47 bilhões em dezembro de 2025, distribuídos em 256 fundos em funcionamento.
Os dados podem ser consultados no Boletim de Finanças Privadas do Agro.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Liderança das LCAs e CPRs: As Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) consolidaram-se como a maior fonte de recursos privados, com estoque de R$ 589 bilhões (alta de 11%). Destes, R$ 353 bilhões foram reinvestidos diretamente no financiamento rural. Já as Cédulas de Produto Rural (CPRs) alcançaram R$ 560 bilhões, crescendo 17% em 12 meses, apesar de uma leve retração no volume registrado na safra atual.
- Mercado de Capitais e Fiagro: Os Certificados de Recebíveis (CRAs) cresceram 16%, atingindo R$ 177 bilhões, cumprindo papel estratégico na conexão do agro com investidores. O boletim também destacou o retorno dos dados dos Fiagro, que após ajustes regulatórios da CVM, somam um patrimônio líquido de R$ 47 bilhões distribuídos em 256 fundos.
- Retração nos CDCAs: Na contramão dos demais títulos, os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs) registraram queda de 15%, totalizando R$ 31 bilhões. O recuo afeta especificamente os títulos emitidos por cooperativas e entidades da cadeia agropecuária para financiar operações próprias.
Com informações: Mapa.





















