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Crédito privado do agro supera R$ 1,3 trilhão e avança no mercado de capitais

Boletim do Mapa mostra alta de CPR, LCA e CRA em janeiro e consolidação de instrumentos privados como base do funding do setor

Mercado de capitais consolida-se como o principal pilar do financiamento agropecuário
Mercado de capitais consolida-se como o principal pilar do financiamento agropecuário -

Publicado por Eduarda Gomes

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O estoque de títulos privados do agronegócio somou R$ 1,36 trilhão em janeiro de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro divulgado na quarta-feira (25) pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária).

O avanço foi puxado principalmente pela CPR (Cédula de Produto Rural), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio), consolidando o mercado de capitais como pilar do financiamento do setor.

CPR atingiu R$ 560,26 bilhões em estoque em janeiro, alta de 17% em relação ao mesmo mês de 2025. A LCA chegou a R$ 589,79 bilhões, avanço de 11% na mesma comparação.

Já o CRA somou R$ 177,87 bilhões, crescimento de 16%. O CDCA (Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio) encerrou o mês em R$ 31,52 bilhões.

O boletim também traz dados sobre os Fiagro (Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio). O patrimônio líquido da classe atingiu R$ 47,42 bilhões em dezembro de 2025, com 256 fundos em operação.

Esse avanço ocorre em meio a um ambiente de maior seletividade bancária e pressão sobre margens no campo, que tem levado a sucessivos recordes em recuperações judiciais.

Nesse contexto, o uso de instrumentos como CPRs, fundos de crédito e operações estruturadas, vem crescendo como forma alternativa de financiamento.

Para André Matos, CEO da MA7 Negócios, o movimento reflete um ajuste estrutural do setor“Depois de uma quebra relevante, o banco precisa rever exposição e garantias. Só que a produção continua, o custo segue correndo e a empresa não pode simplesmente parar”, afirmou.

Segundo ele, estruturas como DIP Finance permitem manter a operação enquanto o passivo é reorganizado. “O objetivo é manter a operação funcionando enquanto o passivo é ajustado, evitando que um problema financeiro vire um colapso operacional”, destacou.

Na avaliação do executivo, a combinação entre crédito privado e reorganização de dívidas deve ganhar espaço enquanto o setor conviver com margens pressionadas e maior rigor na concessão de crédito.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Estoque Recorde e Protagonismo do Mercado de Capitais: O estoque de títulos privados do agro atingiu R$ 1,36 trilhão, consolidando-se como o principal pilar de financiamento do setor. Os destaques foram a LCA (R$ 589,79 bi) e a CPR (R$ 560,26 bi), que cresceram 11% e 17%, respectivamente, em relação ao ano anterior.

- Crescimento dos Fiagros e Alternativas de Crédito: O patrimônio líquido dos Fiagros chegou a R$ 47,42 bilhões com 256 fundos ativos. Esse avanço reflete uma migração dos produtores para o crédito privado e operações estruturadas, motivada pela maior seletividade dos bancos tradicionais.

- Ajuste Estrutural e Recuperação Judicial: Diante da pressão sobre as margens e o aumento das recuperações judiciais, ganham força ferramentas como o DIP Finance. Essas estruturas permitem que a operação continue funcionando e recebendo recursos enquanto o passivo financeiro é reorganizado, evitando o colapso das empresas rurais.

Com informações: CNN Brasil.

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