Feira científica de Altas Habilidades reúne 200 projetos de alunos paranaenses | aRede
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Feira científica de Altas Habilidades reúne 200 projetos de alunos paranaenses

Os trabalhos propõem desde soluções técnicas para problemas cotidianos e formas de pensar a vida em sociedade

O evento tem como objetivo estimular o protagonismo estudantil e o desenvolvimento do método científico
O evento tem como objetivo estimular o protagonismo estudantil e o desenvolvimento do método científico -

Publicado por Lilian Magalhães

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Um espaço onde a curiosidade se transforma em descoberta: esse é o lema da 5ª edição da Feira Científica de Altas Habilidades e Superdotação, a FENAAH/S, que começou nesta segunda-feira (21), em Foz do Iguaçu, Oeste do estado. Cerca de 700 pessoas devem passar pelo salão de exposições do Rafain Palace Hotel & Convention, que sedia o evento, até quarta-feira (23).

Ao todo, 200 projetos de estudantes da rede estadual do Paraná são apresentados na exposição, que tem programação totalmente gratuita e aberta ao público.

Realizado anualmente pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) por meio do Departamento de Educação Inclusiva (Dein) e do Núcleo de Altas Habilidades e Superdotação (NAAH/S), o evento tem como objetivo estimular o protagonismo estudantil, o desenvolvimento do método científico e a resolução de problemas reais, fomentando nos alunos o interesse pela pesquisa e pela ciência.

A Feira nasceu em 2022, em Londrina, no Norte do estado, como uma ação estratégica e inclusiva voltada para os alunos da rede com indicação de Altas Habilidades e Superdotação (AH/SD). Agora, em sua 5ª edição, a FENAAH/S se consolida como um espaço de integração entre ciência, tecnologia, inovação e cultura.

“Ao longo desses cinco anos, nós percebemos um grande avanço na qualidade dos trabalhos e no cuidado com as pesquisas desenvolvidas”, avalia a coordenadora do Dein, Maíra de Oliveira. Segundo ela, isso é reflexo do trabalho desenvolvido no diagnóstico de AH/SD, o que permite explorar as potencialidades dos estudantes, direcionando-os para suas áreas de interesse e também dando apoio às famílias. Hoje, a rede paranaense conta com 14 mil estudantes identificados com AH/SD.

“Poder participar da FENAAH/S proporciona a esses estudantes a imersão no ambiente científico e possibilita o compartilhamento de experiências e aprendizados com os colegas. Mas o mais importante é dar a eles, ao mesmo tempo, um espaço de acolhimento e de estímulo ao desenvolvimento”, reflete Maíra.

CIÊNCIA PARA A SOCIEDADE

Os 200 projetos em exposição na Feira foram desenvolvidos por estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio da rede pública estadual, com orientação de professores responsáveis pelo acompanhamento pedagógico e metodológico das pesquisas, e abrangem sete áreas do conhecimento: Ciências Agrárias, Ciências da Saúde, Ciências Exatas, Ciências Sociais, Ciências Naturais, Ciências Humanas e Tecnologias.

Os trabalhos propõem desde soluções técnicas para problemas cotidianos, até novas formas de pensar a vida em sociedade e de nos relacionarmos com o ambiente que nos cerca.

É o caso do projeto da estudante Bruna Pichorz de Camargo, de 15 anos. Partindo de seu interesse pela sustentabilidade, a aluna da 1ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual Mário Evaldo Morski, em Pinhão, Centro-Oeste paranaense, desenvolveu um modelo de telhado verde em camadas para controle térmico de edifícios.

“Conforme as cidades crescem e se tornam mais hostis à vegetação, como árvores de grande porte, essa solução é capaz de oferecer uma alternativa sustentável à infraestrutura urbana”, explica Bruna. O projeto dela prevê o uso de vegetação nativa, que também pode contribuir para a recuperação da fauna, como pássaros, que por sua vez são responsáveis pela dispersão de sementes e renovação da flora.

Já Camila Halabura Carvalho, 13 anos, aluna do 7º ano do Ensino Fundamental do Colégio Estadual Ana Neri, de Perobal, no Noroeste do estado, pensou em como tornar o ambiente urbano mais inclusivo para alguns de seus usuários, as pessoas com deficiência visual.

Ela apresentou uma bengala com sinal sonoro, cuja intensidade aumenta ou diminui conforme a proximidade de um obstáculo, e que utiliza componentes de arduíno, um sensor de distância e uma bateria de 9 volts.

Camila acredita que seu trabalho é uma forma de dar oportunidade a membros da sociedade que costumam ser negligenciados. “Eu queria ajudar pessoas com deficiência visual a fazerem o básico, que é se locomover pelos espaços, sejam da escola ou da cidade”, conta a jovem.

Mesmo com a variedade de temas e áreas do conhecimento, se os projetos desta edição da FEENAAH/S têm algo em comum, é o seu potencial de transformar a curiosidade em novas formas de pensar a sociedade. Para Bruna, esse é o objetivo primordial de se fazer ciência.

“Eu acredito que um trabalho científico de qualidade também deve ser capaz de mudar o pensamento das pessoas, de mudar o mundo”, conclui.

PESQUISA E RIGOR CIENTÍFICO

A FENAAH/S é realizada desde 2022 e tem como propósito central incentivar a cultura da investigação científica e do pensamento crítico, propiciando um ambiente acolhedor e estimulante para que os estudantes participantes compartilhem os resultados de suas pesquisas, estabelecendo hipóteses, aplicando metodologias e desenvolvendo as propostas com base em bibliografia especializada, observação empírica e atividades práticas. Os projetos apresentados nesta edição serão avaliados por um corpo técnico formado por professores e técnicos da Seed-PR, e os oito melhores serão premiados ao final do evento.

PRESENÇAS

Na cerimônia de abertura da edição 2026 da FENAAH/S, estiveram presentes o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, o secretário de Inovação e Inteligência Artificial, Marcos Stamm, o diretor de Educação da Seed-PR, Anderfábio de Oliveira, a chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Foz do Iguaçu, Veridiana Antoniazzi Lucini, o presidente do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), Paulo de Tarso, bem como outras autoridades locais.

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