Outubro Rosa: Medvitae destaca seis sinais de alerta para o câncer de mama
Dra. Dayane Medeiros explica os principais fatores de risco e a importância do autocuidado

O Outubro Rosa é um movimento mundial de conscientização sobre o câncer de mama e reforça a importância da prevenção, dos exames de rotina e do diagnóstico precoce. Embora a campanha ganhe destaque em outubro, os cuidados com a saúde da mulher devem ser mantidos durante todo o ano.
Em entrevista ao Viver Bem, a Dra. Dayane Medeiros, da Medivitae, destacou que o câncer de mama está entre os tipos mais frequentes entre as mulheres no Brasil e representa um importante desafio para a saúde pública. “É importante falar sobre isso o ano todo por uma questão de prevenção, pelo alerta sobre os sinais que o câncer de mama traz, pelo acesso ao tratamento precoce e pelos exames de rastreamento que a gente precisa fazer periodicamente”, explica a médica.
Segundo a especialista, o diagnóstico em fases iniciais pode contribuir para um tratamento menos agressivo e para melhores perspectivas de recuperação. Por isso, a conscientização deve envolver tanto o acompanhamento médico quanto a adoção de hábitos saudáveis.
Fatores de risco e hábitos de vida
A médica explica que os fatores de risco para o câncer de mama são divididos em modificáveis e não modificáveis. Entre os não modificáveis estão o envelhecimento, o histórico familiar, determinadas alterações genéticas e fatores relacionados à vida reprodutiva, como a primeira menstruação precoce e a menopausa tardia.
Já entre os fatores modificáveis estão o sedentarismo, o sobrepeso e a obesidade. A reposição hormonal, especialmente durante a menopausa, também merece avaliação individualizada, considerando os possíveis riscos e benefícios.
Nesse contexto, a adoção de hábitos saudáveis é uma medida importante para a promoção da saúde. “Os bons hábitos de vida, a alimentação adequada e o exercício físico são medidas que a gente tem que tomar para justamente amenizar os fatores de risco que o câncer de mama traz”, ressalta Dayane.
Sinais de alerta merecem atenção
Conhecer o próprio corpo também é importante para identificar alterações nas mamas. Entre os sinais que merecem investigação estão a presença de nódulos, mudanças na pele, alterações nos mamilos e saída espontânea de secreção. A Dra. Dayane destaca seis principais sinais de alerta:
1 - Nódulo ou caroço na mama: especialmente quando endurecido e persistente. Em muitos casos, pode ser indolor.
2 - Alterações na pele: vermelhidão persistente, descamação ou aspecto semelhante à casca de laranja.
3 - Mudanças no mamilo: retração, alteração de posição ou aparecimento de feridas.
4 - Secreção espontânea: principalmente quando sanguinolenta ou transparente e proveniente de apenas uma mama.
5 - Alteração no tamanho ou volume da mama: especialmente quando ocorre de maneira repentina e em apenas um dos lados.
6 - Nódulos nas axilas ou próximos à clavícula: podem indicar aumento dos linfonodos e precisam ser avaliados.
A médica reforça que a percepção de qualquer mudança deve motivar a procura por atendimento profissional. O autoexame pode ajudar a mulher a conhecer as características habituais das próprias mamas, mas não substitui a avaliação clínica nem os exames de rastreamento indicados.
Acompanhamento e prevenção na Medivitae
A promoção da saúde da mulher também faz parte dos atendimentos realizados pela Medivitae. Conforme explica a Dra. Dayane, a clínica atua tanto na medicina do trabalho quanto na clínica médica, oferecendo acompanhamento e orientação para mulheres de diferentes faixas etárias.
Nos exames ocupacionais, como admissionais e periódicos, a coleta do histórico clínico e a identificação de queixas podem contribuir para orientar as pacientes sobre cuidados preventivos e a necessidade de avaliações complementares.
Já na clínica médica, o atendimento inclui acompanhamento ambulatorial, orientações de saúde e encaminhamentos para exames e especialistas, como ginecologistas e mastologistas, quando necessário. A proposta é incentivar o cuidado contínuo e facilitar a identificação de situações que precisam de investigação.
Autocuidado deve ser prioridade
Ao final da entrevista, a Dra. Dayane reforçou a importância de as mulheres priorizarem a própria saúde, mesmo diante de uma rotina intensa e do medo de um possível diagnóstico.
A médica alerta que o receio de descobrir uma doença pode levar ao adiamento de consultas e exames, atrasando a identificação e o início do tratamento. Por isso, manter o acompanhamento médico e realizar os exames recomendados para cada faixa etária são cuidados essenciais.
“Por isso, minha orientação é: reserve um tempo para você, mantenha seu acompanhamento médico, realize os exames recomendados para sua faixa etária e procure atendimento sempre que perceber alguma alteração nas mamas”, finaliza.



