Descarte incorreto de agulhas aumenta risco de acidentes com coletores | aRede
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Descarte incorreto de agulhas aumenta risco de acidentes com coletores

Ponta Grossa Ambiental alerta para o descarte de agulhas, vidros e outros materiais que podem colocar os trabalhadores em risco

No caso de agulhas e seringas, a orientação é não colocá-las no lixo comum. O material deve ser armazenado e levado a um posto de saúde
No caso de agulhas e seringas, a orientação é não colocá-las no lixo comum. O material deve ser armazenado e levado a um posto de saúde -

Mariele Alexandra Zanin

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O descarte incorreto de resíduos tem aumentado o risco de acidentes entre os coletores de lixo em Ponta Grossa. Entre os materiais que mais preocupam estão objetos perfurocortantes, como agulhas, seringas e cacos de vidro.

Segundo o coordenador de segurança da Ponta Grossa Ambiental, João Carlos Cardozo, os acidentes relacionados ao descarte de agulhas vêm crescendo. Em 2025, foram registrados 17 casos. Até a segunda quinzena de setembro de 2026, o número já chegou a 23 acidentes.

“São vários fatores que acabam colocando em risco a saúde e a integridade física dos nossos colaboradores. Dentre eles, os mais preocupantes são o descarte incorreto de objetos perfurocortantes”, conta.

No caso de agulhas e seringas, a orientação é não colocá-las no lixo comum. O material deve ser armazenado em uma embalagem rígida, como uma caixa de leite ou garrafa plástica resistente, e levado a um posto de saúde, farmácia ou estabelecimento de produtos agropecuários, no caso de materiais utilizados em animais.

Já os cacos de vidro devem ser bem envolvidos em papel jornal e colocados dentro de uma embalagem rígida. Se forem destinados ao lixo comum, é importante identificar a embalagem com a indicação de “vidro” ou “objeto cortante”, para alertar o coletor.

Outros materiais também aparecem de forma inadequada no lixo comum, como madeiras com pregos, equipamentos eletrônicos e recicláveis. Esses resíduos devem ser encaminhados aos pontos de coleta disponíveis no município.

João Carlos explica que um acidente com agulha pode gerar consequências que vão muito além do momento da coleta. “São seis meses que nós tratamos esse coletor, acompanhamos, monitoramos, juntamente com o setor de vigilância e saúde da prefeitura”, diz.

Segundo ele, em alguns casos o trabalhador precisa realizar exames e tomar medicação preventiva por 30 dias, que pode provocar efeitos como vômitos e diarreia. “Isso acaba atrapalhando o dia a dia e a qualidade de vida do colaborador”, completa.

Para o coordenador, a mudança depende principalmente de conscientização e responsabilidade por parte da população. “O munícipe, antes de descartar esse tipo de resíduo, analise, pense, veja a melhor opção e a mais correta”, aconselha.

A orientação é que cada gerador assuma a responsabilidade pelo descarte adequado e procure os locais corretos para materiais que oferecem risco aos trabalhadores.

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