Turma de Imbituva visita quilombo e resgata história da ancestralidade
Aula sobre temporalidade e memória levou o quinto ano B e a jornada ampliada da Escola do Campo Professora Dolores Mendes Galvão a conhecer a origem de uma comunidade centenária no município de Ivaí

O quinto ano B, com dez alunos, e a turma da jornada ampliada da Escola Municipal do Campo Professora Dolores Mendes Galvão, em Imbituva, da professora Eliete Camargo Heirich, participaram de atividades interdisciplinares envolvendo Língua Portuguesa e História. A docente destaca que o trabalho, alinhado à BNCC, teve como objetivo desenvolver habilidades que associam sensibilidade histórica, social e artística.
"Dentro do componente de história, o foco foi a habilidade de 'temporalidade e memória', com o conhecimento sobre nossos ancestrais de origem africana. Para que o aprendizado se tornasse mais marcante, foi realizada uma aula extracurricular com a visita a uma comunidade quilombola da localidade do Rio do Meio, no município de Ivaí", aponta a educadora.
Eliete conta que os alunos conheceram a história deixada em registro pela primeira professora e catequista do quilombo, Maria Cândida Ferreira de Lima, e souberam que um grupo liberto da escravidão em 1889 se instalou na região, dando origem à comunidade, que hoje conta com 56 famílias de quilombolas residentes no local.
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"A comunidade se mantém através do trabalho no campo. São a maioria fumicultores e contam também com ajuda em alguns projetos da prefeitura municipal, como a quadra poliesportiva do local. São devotos e adeptos da religião católica, tendo uma capela denominada 'Senhor Bom Jesus', onde a primeira foi feita de pau a pique, porém hoje contam com uma bela capela, onde os fiéis oferecem sua devoção e recebem os visitantes, e realizam três festas ao ano para angariar recursos e manter a comunidade", relata a professora.
A docente destaca que, ao chegar ao local, a turma foi recepcionada pelo senhor Jorge, filho da professora e fundadora da comunidade, trajado com vestimentas de origem africana, e por Eleandra, também descendente da mesma família. Os dois mostraram aos alunos o acervo de objetos, livros e fotografias reunidos ao longo dos anos, além de responder a curiosidades e perguntas feitas pelas crianças.
"Em Língua Portuguesa, os alunos fizeram leitura de texto sobre a cultura afro-brasileira e estudo do texto, ampliando seus conhecimentos. As atividades e a saída para conhecer a comunidade foram registradas com fotos, e os alunos adoraram conhecer um pouco da história de nossos ancestrais e a experiência do dia vivido", conclui a educadora.
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