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Delcídio faz acordo e acusa Dilma de interferir na Lava Jato

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O senador Delcídio Amaral fez um acordo de delação premiada perante o grupo de trabalho da Procuradoria-Geral da República na Operação Lava Jato. Ele citou nomes, como do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e revelou os bastidores da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás. Os primeiros depoimentos do senador fazem parte de um documento preliminar da colaboração.

Nesta fase, o delator indica temas e nomes que pretende citar em seus próximos depoimentos – que ocorrem após a homologação do acordo. Delcídio foi preso em novembro de 2015 acusado de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Ele foi solto em fevereiro deste ano e, desde que saiu da prisão, Delcídio nega ter feito delação premiada.

A revista IstoÉ divulgou detalhes da delação de Delcídio que teria 400 páginas. O senador acusou a presidente Dilma Rousseff de atuar três vezes para interferir na Operação Lava Jato através do Judiciário. . “É indiscutível e inegável a movimentação sistemática do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e da própria presidente Dilma Rousseff no sentido de promover a soltura de réus presos na operação”, afirmou Delcídio na delação, segundo a Istoé.

Cardozo deixou durante a última semana o ministério e alegou que sofria pressões do PT para interferir na Lava Jato. Ele foi nomeado, por Dilma, para a Advocacia Geral da União.

Uma das investidas da presidente Dilma passa pela nomeação do desembargador Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça. “Tal nomeação seria relevante para o governo”, pois o nomeado cuidaria dos “habeas corpus e recursos da Lava Jato no STJ”. Delcídio contou aos procuradores que a estratégia foi discutida com Dilma no Palácio da Alvorada e que sua tarefa era conversar “com o desembargador Marcelo Navarro, a fim de que ele confirmasse o compromisso de soltura de Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo”, da Andrade Gutierrez.

As informações são do Estadão e Istoé.

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