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Repressão contra professores gera onda de protestos

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Os protestos contra o governador Beto Richa (PSDB) tomaram conta do Paraná ontem. Professores, servidores e acadêmicos de várias cidades decretaram ‘luto’ pelos mais de 200 feridos no Centro Cívico de Curitiba e realizaram atos públicos.

Centenas de pessoas protestaram em frente ao Palácio do Iguaçu e, contra a reforma na previdência estadual, ameaçaram ocupar a sede do governo. Mas não houve conflitos. Atos simbólicos, como a bandeira do Paraná à meia-haste ao lado de uma bandeira preta, marcaram a indignação dos servidores com a repressão policial da última quarta-feira.

Em Ponta Grossa, os professores se reuniram em frente à Igreja dos Polacos e caminharam pela Avenida Vicente Machado. Camisetas pretas, faixas, cartazes e palavras de ordem demonstraram a revolta da categoria, que foi vítima de bombas de gás e balas de borracha no Centro Cívico.

Entre os mais de 200 feridos por tentar acompanhar a sessão na Assembleia Legislativa, pelo menos dez são professores de Ponta Grossa. Os ponta-grossenses estiveram na sede do Instituto Médico Legal (IML) do município na manhã de ontem, onde fizeram exame de corpo de delito.
Tércio Alves do Nascimento, professor de Filosofia e pedagogo do Estado há 22 anos, conta que a maioria dos docentes foi atingida ‘de maneira covarde’. Tércio é representante da APP-Sindicato, órgão que representa a categoria. “Nós não esperávamos que a coisa fosse chegar a tal ponto, afinal somos professores. Todos nós fomos atingidos pelas costas. Quais eram as armas que tínhamos?”, questionou.

Outros professores relataram que houve bombas e tiros disparados de um helicóptero da Secretaria de Segurança Pública. Uma perfuração transversal na perna de um docente mostra que a bala de borracha veio do alto.

A Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Sinduepg) se reuniu no fim da tarde de ontem para discutir os rumos da mobilização. De acordo com o professor Manoel

Moabis, a greve continua por tempo indeterminado e o movimento discutirá novos protestos. “Entendemos que o confisco da previdência é algo grave e, por conta de tudo o que aconteceu, continuamos em greve”, disse.

PREVIDÊNCIA - Richa sanciona novo plano de custeio

Apesar dos protestos, o governador Beto Richa (PSDB) sancionou ontem, 24 horas após a aprovação dos deputados, a lei que estabelece novas regras para a previdência estadual. De acordo com as mudanças, mais de 33 mil aposentados que hoje são pagos pelo governo receberão pensões do Fundo Previdenciário.

O Estado vai retirar R$ 125 milhões por mês do fundo, que é mantido pelos servidores ativos, para pagar os pensionistas. Em relação à repressão contra os professores, Richa voltou a defender a ação da polícia e atribuir o conflito a ‘militantes black blocs’ que estariam infiltrados no movimento. O governador disse que um inquérito será aberto para identificar os responsáveis pela violência.

Informações do Jornal da Manhã

Atos públicos

Para esta sexta-feira, uma série de protestos está marcada na capital do Estado e em outras cidades. O Centro Cívico deve ser tomado, ao meio-dia, por professores e movimentos solidários à greve. As manifestações devem ocorrer pelo menos até a próxima terça-feira, quando a APP-Sindicato realiza assembleia para discutir os rumos da greve na Educação.

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