Falha no sistema deixa 355 mil paranaenses sem luz

Um apagão de energia se espalhou por Ponta Grossa e outras cidades da região. A alimentação de energia elétrica foi cortada no Distrito Industrial de Ponta Grossa e na Fábrica da BR Foods, também na cidade. A Copel foi autorizada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a religar o sistema às 15h38. A energia elétrica já foi restabelecida para os consumidores do Paraná.
De acordo com o gerente do departamento de operações da Companhia Paranaense de Energia (Copel), Mário Roberto Mendes Correia, o aviso veio da gerência da Copel em Curitiba. A informação é que o corte de luz foi causado por um problema na ligação entre os Estados da região Sul e da região Norte do País.
Em 2001 e 2002 o Brasil já sofreu com uma crise energética causada pela estiagem e pela falta de planejamento do governo com opções para produção de energia.
Restabelecimento
A Copel foi autorizada pelo ONS a religar o sistema às 15h38. A energia elétrica já foi restabelecida para os consumidores do Paraná.
No Paraná, foram desligados preventivamente 355 mil consumidores em diversas regiões. Mais informações serão repassadas oportunamente.
A Copel informa que um problema no Sistema Interligado Nacional provocou a atuação do Esquema Regional de Alívio de Carga às 14h03.
Número de atingidos
A estimativa é que, só no Paraná, mais de 350 mil pessoas prejudicadas pela falta de energia. Ainda há o número de atingidos em outros estados.
Falha no sistema
O Ministério de Minas e Energia confirmou há pouco a ocorrência de uma falha no sistema elétrico da região Sudeste. As dimensões do problema, área afetada e população atingida ainda não foram divulgados pelo governo.
O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) também informaram que estão cientes da situação e tentando ainda levantar detalhes do problema.
Para explicar a situação, o Ministério de Minas e Energia convocou uma coletiva de imprensa para as 17 horas de hoje.
Não está confirmada a presença do ministro Edison Lobão.
Ontem, em evento no Palácio do Planalto, o ministro chegou a afirmar que o baixo nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas no país não representava "nenhum risco de desabastecimento".
Estimativas da EPE indicam que os reservatórios no Sudeste enfrentam a pior situação desde 1953. Por causa da necessidade de uso de termelétricas para atender a demanda (usinas que funcionam com a queima de carvão e óleo combustível, por exemplo) o governo já estuda fazer novos desembolsos do Tesouro, que a partir do ano que vem podem recair sobre a tarifa do consumidor. A mesma fórmula foi usada ano passado para cobrir os gastos também com uso das usinas térmicas.





















