Sanepar planeja ampliar em 50% a capacidade de abastecimento em Ponta Grossa | aRede
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Sanepar planeja ampliar em 50% a capacidade de abastecimento em Ponta Grossa

Sistema Tibagi poderá acrescentar 600 litros por segundo à produção de água; projeto está na fase final de ajustes de engenharia e orçamento

A estrutura deverá ampliar em aproximadamente 50% a capacidade de abastecimento da cidade
A estrutura deverá ampliar em aproximadamente 50% a capacidade de abastecimento da cidade -

Lilian Magalhães e Lucas Veloso

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O crescimento de Ponta Grossa exige novos investimentos na estrutura de abastecimento de água. Entre os principais projetos da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está a implantação do Sistema Tibagi, que poderá acrescentar 600 litros por segundo de água tratada à produção atual e elevar a capacidade total para 2.075 litros por segundo. A obra integra o planejamento para acompanhar a expansão urbana e econômica do município.

De acordo com a superintendente da região Sudeste da Sanepar, Simone Alvarenga de Campos, o projeto de captação, adução, tratamento, reservação e distribuição de água está na fase dos últimos ajustes de engenharia e da precificação do orçamento geral. A estrutura deverá ampliar em aproximadamente 50% a capacidade de abastecimento da cidade.

A capacidade de abastecimento do sistema Tibagi após a conclusão das obras será de 600 L/s de água tratada, incrementados ao sistema atual de produção Pitangui, Alagados e poço Pitangui; totalizando uma vazão de 2.075 litros por segundo. "Os poços têm o objetivo de aumentar a produção em mais 80 litros por segundo; e além deles, está em fase de licitação um novo módulo de tratamento de água de 175 litros por segundo", explicou Simone.

Atualmente, aproximadamente 70% da água consumida em Ponta Grossa vem do Rio Pitangui. Os outros 30% são provenientes do sistema de Alagados. A nova estrutura no Tibagi deve diversificar as fontes de captação e reduzir a dependência dos mananciais já utilizados.

A superintendente da região Sudeste da Sanepar, Simone Alvarenga de Campos
A superintendente da região Sudeste da Sanepar, Simone Alvarenga de Campos |  Foto: Divulgação/CMPG.

Reforço na produção e distribuição

Além do Sistema Tibagi, a companhia prevê ampliar a produção por meio da operacionalização de poços, que poderão acrescentar 80 litros por segundo ao abastecimento. Também está em fase de licitação um novo módulo de tratamento de água, com capacidade de 175 litros por segundo.

Na região da Colônia Dona Luiza, a Sanepar abriu em outubro de 2026 a licitação para instalar uma nova adutora de água tratada, com aproximadamente dois quilômetros de extensão e 400 milímetros de diâmetro. A intervenção busca reforçar o transporte de água e atender à demanda de uma região em expansão.

Segundo Simone, a definição da obra foi orientada pelo acompanhamento dos pedidos de viabilidade de atendimento de novos empreendimentos. “Este controle direciona os investimentos da Companhia e foi este estudo que apontou a necessidade de realizar um aumento da distribuição, através desta nova adutora, para a região da Colônia Dona Luiza”, afirma.

Outra obra importante foi concluída em maio de 2025, quando entrou em operação a duplicação da adutora de água bruta do Rio Pitangui. Com investimento superior a R$ 22,7 milhões, a estrutura tem sete quilômetros de extensão e transporta água até a Estação de Tratamento de Água (ETA), no Jardim Carvalho.

Monitoramento da qualidade da água

A qualidade da água também permanece entre os pontos centrais do planejamento, especialmente após as alterações de gosto e odor registradas no início de 2026 e associadas à proliferação de algas no reservatório de Alagados.

Simone explica que a companhia realiza diariamente análises de gosto e odor em Ponta Grossa, embora a legislação estabeleça frequência trimestral para esse tipo de controle. Compostos como 2-MIB e geosmina, associados à atividade de cianobactérias e capazes de provocar alterações sensoriais, são monitorados semanalmente nos mananciais. Segundo a Sanepar, essas substâncias não representam risco à saúde.

A companhia também mantém em operação, desde junho de 2026, equipamentos baseados em tecnologia canadense de ondas eletromagnéticas no reservatório de Alagados. O sistema está em fase de testes por 12 meses. Os equipamentos flutuantes operam continuamente e têm como objetivo melhorar os níveis de oxigênio dissolvido na água, criando condições menos favoráveis à proliferação descontrolada de algas, sem aplicação de produtos químicos.

Em caso de alterações que representem risco sanitário, a legislação determina a comunicação imediata às autoridades de saúde e à população. Os consumidores também podem consultar os resultados das análises de potabilidade e o Relatório Anual da Qualidade no site da companhia.

Diretor comercial da Sanepar, Sérgio Augusto Portela
Diretor comercial da Sanepar, Sérgio Augusto Portela |  Foto: Bernardo Rosas/aRede.

Investimentos para acompanhar a cidade

Nos últimos dez anos, Ponta Grossa recebeu aproximadamente R$ 340 milhões em investimentos da Sanepar em água, esgoto e infraestrutura administrativa. Na atualização apresentada por Simone, a companhia informa ainda mais de R$ 34 milhões destinados a obras em andamento até 2030, além de projetos em fases de contratação e elaboração.

O conjunto de intervenções inclui o Sistema Tibagi, melhorias nas captações de Alagados e Pitangui, operacionalização de poços, novas adutoras e reforços na distribuição. Durante o Fórum Empresarial de Ponta Grossa, em junho de 2026, o diretor comercial da Sanepar, Sérgio Augusto Portela, destacou o volume de intervenções no município. “Ponta Grossa tem, proporcionalmente, mais ações em andamento da Sanepar em relação às outras cidades neste momento. Tudo o que fazemos é para poder prestar um serviço de melhor qualidade aos nossos clientes”, afirmou.

A ampliação da capacidade de produção e transporte deverá acompanhar a demanda de novos moradores e empreendimentos, enquanto o monitoramento dos mananciais e a diversificação das fontes são apontados como medidas importantes para a segurança hídrica do município.

Leia um resumo da notícia

- Sistema Tibagi: projeto poderá acrescentar 600 litros por segundo à produção de água e elevar a capacidade total de abastecimento de Ponta Grossa para 2.075 L/s.

- Novos investimentos: poços devem ampliar a produção em 80 L/s, enquanto um novo módulo de tratamento, em fase de licitação, terá capacidade de 175 L/s.

- Qualidade da água: Sanepar testa tecnologia canadense de ondas eletromagnéticas no reservatório de Alagados, com monitoramento previsto por 12 meses.

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