Investigação conclui que morte em penitenciária de Ponta Grossa foi homicídio | aRede
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Investigação conclui que morte em penitenciária de Ponta Grossa foi homicídio

Abaixo-assinado busca responsabilização do Estado pela morte de Patrick Carlos Rodrigues, de 33 anos; advogado da família afirma que investigação apontou homicídio dentro da unidade prisional.

As responsabilidades criminais e civis relacionadas ao caso deverão ser definidas pelas instâncias competentes.
As responsabilidades criminais e civis relacionadas ao caso deverão ser definidas pelas instâncias competentes. -

Michele Garcia

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A família de Patrick Carlos Rodrigues, de 33 anos, busca a responsabilização criminal do homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) pela morte do detento na Penitenciária Estadual de Ponta Grossa (PEPG-02). Além disso, os familiares defendem que o Estado seja responsabilizado pela morte ocorrida dentro da unidade prisional. A mobilização inclui um abaixo-assinado, que busca dar visibilidade ao caso e cobrar providências.

O advogado Gustavo Madureira, que representa a família ao lado de Matheus de Quadros, afirmou que a investigação da Polícia Civil concluiu que a morte não foi suicídio, mas homicídio. Patrick foi encontrado morto em uma cela da penitenciária em 28 de agosto de 2026.

“Essa defesa busca, primeiramente, a justiça responsabilizando criminalmente o réu Leandro de Oliveira, como também busca a responsabilização do Estado, sendo que é dever da unidade prisional proteger e prezar pela segurança dos seus presos”, declarou Madureira.

VÍDEO
Segundo o advogado da família, a Polícia Civil concluiu que a morte foi homicídio, e não suicídio. | Autor: Divulgação.

Ministério Público denunciou suspeito

Conforme a denúncia apresentada pelo MPPR em setembro, Leandro de Oliveira é acusado de matar Patrick por asfixia, utilizando um lençol, enquanto a vítima dormia. O documento aponta que o crime teria ocorrido por volta das 3h30, no interior de uma cela da quarta galeria da PEPG-02.

A denúncia também sustenta que o acusado teria se aproveitado do estado de reduzida capacidade de reação da vítima, que estaria sob efeito de medicamento. Por esse motivo, o Ministério Público enquadrou o caso como homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima.

Segundo o advogado, as provas reunidas pela Polícia Civil foram encaminhadas ao Ministério Público, que apresentou a denúncia, posteriormente recebida pela Justiça. Leandro está preso preventivamente desde 29 de agosto de 2026.

Família cobra responsabilização do Estado

Além da responsabilização criminal do acusado, a defesa busca apurar a responsabilidade do Estado pela morte dentro do sistema prisional. O advogado argumenta que a unidade tem o dever de garantir a segurança das pessoas sob custódia.

Na denúncia, o Ministério Público também pediu a fixação de um valor mínimo de R$ 200 mil para reparação dos danos patrimoniais, psicológicos e morais sofridos pelos familiares. O pedido deverá ser analisado no andamento do processo.

Patrick era natural de Ponta Grossa e trabalhava como auxiliar de elétrica. O sepultamento ocorreu em 29 de agosto, no Cemitério São Vicente de Paula.

As responsabilidades criminais e civis relacionadas ao caso deverão ser definidas pelas instâncias competentes.

Resumo

Abaixo-assinado: mobilização busca cobrar a responsabilização do Estado pela morte de Patrick Carlos Rodrigues, de 33 anos, na Penitenciária Estadual de Ponta Grossa.

Investigação: segundo o advogado da família, a Polícia Civil concluiu que a morte foi homicídio, e não suicídio.

Denúncia: o MPPR denunciou Leandro de Oliveira por homicídio qualificado e pediu indenização mínima de R$ 200 mil aos familiares.

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