Pauliki defende respeito às diferenças políticas e se posiciona contra boicotes e demissões
O CEO do Grupo MM alerta para atitudes após as eleições, reforça a importância da solidariedade e propõe dar visibilidade a empreendedores, sem distinção partidária

Marcio Pauliki, CEO do Grupo MM, manifestou preocupação com o aumento de discursos de intolerância política nas redes sociais após as eleições. Em artigo divulgado à imprensa e em suas redes sociais, ele criticou manifestações que defendem a suspensão de doações e ajuda a quem precisa, a demissão de trabalhadores e a criação de listas de empresários para incentivar boicotes comerciais em razão de suas preferências partidárias.
Pauliki ressalta que, divergências eleitorais não podem comprometer valores fundamentais como respeito, solidariedade, liberdade de pensamento e convivência democrática. “Desde quando a solidariedade precisa ter bandeira partidária? Uma família que precisa de uma cesta básica, uma criança que necessita de apoio ou uma instituição que depende de doações não podem pagar o preço da indignação de alguém com o resultado das urnas. Ajudar quem precisa não é premiar uma escolha política. É exercer humanidade”, afirma.
O empresário também reprova a possibilidade de trabalhadores serem perseguidos ou demitidos por suas convicções políticas. “Um funcionário não pode ser julgado pela cor da sua bandeira partidária. Deve ser avaliado pela qualidade do seu trabalho, pelo comprometimento e pelo respeito com que trata colegas e clientes. Empresa não é comitê eleitoral. É lugar de trabalho, oportunidades e resultados”, destaca.
Outra preocupação levantada por Pauliki é a circulação de propostas para identificar empresários conforme suas preferências políticas e incentivar boicotes a seus estabelecimentos.“Todos têm o direito de escolher onde comprar, criticar empresas e discordar de seus proprietários. O que não podemos aceitar é a transformação de pessoas em alvos de perseguição simplesmente por suas opiniões políticas”, declara.
Pauliki ainda cita sobre os desafios econômicos brasileiros que atingem a sociedade independentemente das preferências eleitorais. Entre as preocupações mencionadas estão os juros elevados, o endividamento das famílias, a responsabilidade fiscal e as dificuldades enfrentadas pelos empreendedores.
“A inflação não pergunta em quem você votou. Os juros elevados atingem empresas de direita, esquerda ou centro. E, quando um negócio fecha, não é apenas o empresário que perde. Perdem os funcionários, os fornecedores e as famílias que dependem daquela atividade econômica”, ressaltou.
Espaço para empreendedores
Como iniciativa para estimular a cooperação e valorizar quem gera empregos, o CEO colocou suas redes sociais à disposição para dar visibilidade a empreendedores, seus negócios, produtos e ofertas. Ele também propôs abrir espaço nos canais de comunicação do Grupo MM, conforme as possibilidades de cada canal, independentemente das preferências partidárias.
“Não importa se você votou na direita, na esquerda, no centro ou se não possui preferência partidária. Se você trabalha, empreende, gera empregos e acredita no Brasil, merece respeito e oportunidades”, salienta.
Ao concluir seu posicionamento, Pauliki defende que o país supere o clima de revanchismo eleitoral e concentre esforços no desenvolvimento econômico e social. “Uma eleição pode dividir opiniões, mas não pode destruir os valores que sustentam uma sociedade. O Brasil precisa de menos ressentimento e mais trabalho, menos intolerância e mais solidariedade. E, se for para haver alguma divisão entre nós, que seja apenas a divisão de tarefas, porque temos muito trabalho pela frente”, conclui.
Confira a nota na íntegra:
"Divergências políticas não podem destruir aquilo que nos une!
Quero compartilhar minha opinião sobre algumas situações que estão pipocando nas redes sociais depois das eleições. São manifestações que, independentemente de quem venceu ou perdeu, o meu bom senso, os meus valores e a minha experiência como empresário não me permitem aceitar.
A primeira delas é: “Não vou mais doar, nem ajudar pessoas humildes, porque elas votaram no PT.”
Ora, desde quando a solidariedade precisa ter bandeira partidária?
Primeiro, porque ninguém pode afirmar que todas as famílias mais humildes votaram em determinado candidato. Segundo, porque ajudar alguém que precisa não é premiar uma escolha política. É exercer humanidade!
Uma família que precisa de uma cesta básica, uma criança que precisa de apoio ou uma instituição que depende de doações não podem pagar o preço da nossa indignação com o resultado das urnas.
Esse revanchismo só alimenta uma divisão que já fez mal demais ao Brasil: pobres contra ricos, trabalhadores contra empresários, empregados contra empregadores.
E quem ganha com isso? Certamente não é a população!
Tenho profundas preocupações com os rumos da economia brasileira, especialmente com a responsabilidade fiscal, o endividamento das famílias e os juros elevados. Sem equilíbrio nas contas públicas e condições para o crescimento, quem tem menos recursos sofre mais, a classe média perde poder de compra e o empreendedor precisa trabalhar cada vez mais para manter seu negócio de pé.
Enquanto isso, quem possui grandes reservas financeiras consegue se beneficiar dos juros elevados. Já quem depende do crédito para consumir, investir ou empreender enfrenta dificuldades muito maiores.
A segunda afirmação é: “Vou mandar embora meu funcionário porque ele é petista.”
Pessoal, cuidado!
O Brasil parece estar entrando em um terceiro turno eleitoral. As declarações políticas continuam, as provocações se multiplicam e as redes sociais acabam amplificando a indignação de muita gente.
Eu compreendo a frustração de quem vê seu candidato derrotado. Mas uma coisa é discordar politicamente. Outra, completamente diferente, é transformar essa discordância em perseguição dentro de uma empresa.
Um colaborador não pode ser julgado pela cor da sua bandeira partidária. Ele precisa ser avaliado pela sua competência, pelo seu comprometimento, pela qualidade do seu trabalho, pelos resultados que entrega e, principalmente, pelo respeito com que trata seus colegas e clientes.
Evidentemente, se alguém utiliza o ambiente de trabalho para provocar, humilhar colegas ou criar conflitos, temos uma questão de comportamento e de clima organizacional que precisa ser tratada. Mas isso vale para qualquer posição política! Empresa não é comitê eleitoral. Empresa é lugar de trabalho, respeito, oportunidades e resultados.
Eu sempre acreditei que uma das maiores responsabilidades de um líder é saber conviver com pessoas que pensam diferente dele. Afinal, liderar apenas quem concorda conosco não é exatamente um grande desafio de liderança.
E a terceira afirmação, que considero especialmente preocupante, é: “Vamos fazer uma lista de empresários petistas e boicotar suas empresas.”
Aqui, quero trazer uma reflexão histórica:
Em 1933, na Alemanha nazista, houve uma campanha organizada para identificar estabelecimentos pertencentes a judeus e incentivar a população a não comprar nesses locais. Vitrines e portas foram marcadas com a Estrela de Davi, um símbolo de seis pontas, e comerciantes passaram a ser publicamente identificados e intimidados. Aquele episódio fazia parte de uma perseguição antissemita promovida pelo regime nazista, que se agravaria de maneira brutal nos anos seguintes, culminando no Holocausto.
É evidente que estamos falando de realidades históricas profundamente diferentes, e não pretendo equiparar a polarização política brasileira à tragédia vivida pelo povo judeu. Mas a história nos deixa uma lição que não podemos ignorar: quando começamos a identificar pessoas, fazer listas e incentivar sua exclusão econômica por aquilo que elas são ou pensam, estamos alimentando a intolerância. E isso precisa ser rejeitado!
Você tem todo o direito de escolher onde comprar, de criticar uma empresa e de discordar publicamente de seu proprietário. Mas transformar empresários em alvos de perseguição simplesmente por suas preferências partidárias não contribui para a construção de um país melhor.
Precisamos compreender também que os desafios econômicos não perguntam em quem você votou. Os juros elevados atingem empresas de diferentes orientações políticas. A inflação não pergunta qual é o seu partido. A falta de crédito não distingue eleitores de direita ou de esquerda.
E, quando uma empresa fecha, não é apenas o proprietário que perde. Perdem os funcionários, os fornecedores, as famílias que dependem daqueles salários e a comunidade onde aquele negócio está instalado.
Por isso, neste momento, quero fazer um convite.
Vamos substituir o revanchismo pela responsabilidade. A perseguição pelo respeito. E a divisão pela cooperação.
E quero ir além das palavras:
Coloco minhas redes sociais e também proponho abrir espaço nos canais do Grupo MM para dar visibilidade a empreendedores, suas empresas, seus produtos, suas ofertas e promoções, conforme as possibilidades desses canais.
Não importa se você votou na direita, na esquerda, no centro ou se sequer tem preferência partidária. Se você trabalha, empreende, gera empregos e acredita no Brasil, merece respeito e oportunidades. Porque uma eleição pode dividir opiniões, mas não pode destruir os valores que sustentam uma sociedade.
O Brasil precisa de menos ressentimento e mais trabalho. Menos intolerância e mais solidariedade. Menos disputas pessoais e mais compromisso com o futuro.
E, se for para haver alguma divisão entre nós, que seja apenas a divisão de tarefas!
Porque os desafios são enormes e temos muito trabalho pela frente.
Vamos em frente! Márcio Pauliki"
RESUMO
Críticas à intolerância: Marcio Pauliki, CEO do Grupo MM, critica discursos que defendem boicotes, demissões e suspensão de doações por divergências políticas.
Defesa do respeito: Empresário afirma que preferências partidárias não devem motivar perseguições a trabalhadores, empresários ou instituições sociais.
Apoio aos empreendedores: Pauliki oferece suas redes sociais e canais do Grupo MM para divulgar negócios e defende mais solidariedade e foco no desenvolvimento econômico.



