Elizabeth Schmidt cobra agilidade para novo bairro em Ponta Grossa
Projeto próximo ao acesso ao Guaragi prevê mais de R$ 6 bilhões em investimentos privados e reúne moradias, comércio, serviços e áreas de trabalho

A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, pediu agilidade na análise do projeto de um bairro planejado nas proximidades do acesso ao Distrito do Guaragi. Durante uma apresentação técnica realizada na manhã desta quarta-feira (21), na Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), a chefe do Executivo destacou a necessidade de organizar o crescimento urbano e solicitou atenção dos vereadores à proposta.
“Ponta Grossa era uma cidade pacata e está se transformando. É uma das cidades mais fortes do Paraná e do Sul. Mas não é só tamanho, é qualidade, e nós queremos que essa qualidade continue existindo”, afirmou Elizabeth, ao mencionar a revisão do Plano Diretor, que conta com a participação da Câmara Municipal.
A prefeita também citou o empreendimento Cidade dos Lagos, em Guarapuava, como referência para o projeto previsto em Ponta Grossa. “O que vimos em Guarapuava é magnífico. O Paraná inteiro quer ter um igual, e nós estamos com essa oportunidade na mão agora”, declarou. Elizabeth reforçou o pedido aos parlamentares para que avaliem a proposta com atenção. “Conto com o bom senso e com um olhar muito especial de todos os vereadores. Vamos ter pressa”, disse.
“Há mecanismos e condições para termos uma excepcional oportunidade de desenvolvimento de uma região antes limitada da cidade. Nossa grande fronteira Sul sempre teve o Tibagi como limite natural. Mas não precisa ser. Desde que, claro, se possa incorporar opções de moradia, trabalho e convivência de maneira integrada”, disse a prefeita, que esteve ontem (22), no Grupo aRede, juntamente com o governador eleito Sergio Moro.
Projeto prevê investimento bilionário
O encontro reuniu vereadores, empresários, representantes de instituições locais e dirigentes da ACIPG para apresentar os detalhes do empreendimento, que está na etapa de inclusão da área no perímetro urbano. Os participantes receberam um relatório técnico resumido sobre a proposta.
O projeto foi apresentado por Ricardo Pimenta, responsável pelo empreendimento, desenvolvido em parceria com o proprietário da área. Segundo ele, os estudos começaram em 2018 e a proposta passou por diferentes gestões e instâncias do poder público.
A previsão é de mais de R$ 6 bilhões em investimentos ao longo do desenvolvimento do bairro, incluindo infraestrutura, prédios residenciais e comerciais, escritórios, indústrias de baixo impacto, parques e áreas de lazer.
De acordo com o responsável, os recursos serão integralmente privados. Entre as estruturas previstas estão estação de tratamento, rede de energia e sistemas de reciclagem e reúso. O planejamento também contempla avenidas, ciclovias, corredores verdes e espaços destinados a diferentes padrões de moradia.
“Não dá para ser só empreendimento popular, nem só de alto padrão. A ideia é integrar. É um bairro para morar, trabalhar e viver, não somente residencial”, afirmou Pimenta.
Ele também destacou que o conceito de cidade inteligente vai além da tecnologia e envolve a organização dos espaços para aproximar moradia, trabalho e serviços, reduzindo a necessidade de deslocamentos longos.
Custos e contrapartidas
Durante a apresentação, vereadores questionaram os possíveis custos do projeto para o município. Segundo Pimenta, o empreendedor deverá assumir despesas como a oferta inicial de transporte coletivo até que o bairro se torne habitável, além de contrapartidas voltadas à qualificação profissional das comunidades vizinhas.
“O empreendedor precisa investir até que o bairro se torne habitável. Essa é a parte difícil: investir muito dinheiro para recuperar a longuíssimo prazo”, explicou.
O presidente da ACIPG, Leonardo Puppi Bernardi, avaliou que o modelo pode reduzir despesas futuras do poder público, uma vez que a implantação da infraestrutura e a oferta de determinados serviços devem acompanhar o desenvolvimento do bairro.
“Isso vai permitir que a prefeitura, ao longo das próximas décadas, economize muitos recursos. Serviços públicos que eventualmente não existam lá, como transporte coletivo, saúde e educação, ficam por conta do bairro planejado viabilizar”, afirmou.
Bernardi também lembrou que a entidade organizou uma visita a Guarapuava para conhecer a Cidade dos Lagos, considerada uma referência para a proposta.
Próximas etapas
Segundo o responsável pelo projeto, a proposta foi concebida com base em princípios do Masterplan Ponta Grossa 2043, que incluem educação, saúde, segurança e qualidade de vida.
A próxima etapa depende da aprovação, pela Câmara Municipal, da inclusão da área no perímetro urbano. Depois disso, deverão ser elaborados os projetos executivos e conduzidos os licenciamentos ambientais e demais procedimentos técnicos.
O prazo estimado para essa fase é de pelo menos dois anos antes do início da implantação. O nome oficial do bairro ainda não foi divulgado e deverá ser anunciado em uma etapa posterior do processo.
RESUMO
- Pressa na análise: Elizabeth Schmidt pediu agilidade aos vereadores na análise do projeto de bairro planejado próximo ao acesso ao Distrito do Guaragi.
- Investimento bilionário: O empreendimento prevê mais de R$ 6 bilhões em recursos privados para moradias, comércio, indústrias, parques e infraestrutura.
- Próximas etapas: A inclusão da área no perímetro urbano depende da Câmara Municipal. Depois, serão necessários projetos executivos e licenciamentos, com prazo estimado de pelo menos dois anos antes das obras.



