Família pede justiça por jovem que morreu atropelado em Ponta Grossa
Advogados apontam questionamentos sobre as circunstâncias do acidente no Cará-Cará e relatam que motorista teria deixado o local sem prestar socorro

A morte de Claudinei Lima Fagundes, de 18 anos, após ser atropelado por uma caminhonete na madrugada de domingo (18), em Ponta Grossa, motivou questionamentos da família sobre as circunstâncias do acidente e a conduta do motorista. O jovem foi atingido na Avenida Pedro Wosgrau, nas proximidades do acesso ao Distrito Industrial, na região do Cará-Cará.
Os advogados Fernando Madureira e Herculano Abreu Filho, que representam os familiares da vítima, afirmam que relatos do irmão de Claudinei, Rudiney de Lima Fagundes, também atingido no atropelamento, e de outras testemunhas levantam pontos que precisam ser esclarecidos durante a investigação.
Conforme os relatos apresentados à defesa da família, o acidente ocorreu em um trecho reto da avenida, com condições meteorológicas favoráveis e sem marcas aparentes de frenagem. As circunstâncias ainda dependem de confirmação técnica por meio de perícia e levantam questionamentos sobre a velocidade do veículo, a atenção do condutor e a possibilidade de evitar o atropelamento.
Outro ponto destacado pelos representantes da família é a conduta atribuída ao motorista após o acidente. Segundo testemunhas, ele teria parado a caminhonete, desembarcado para verificar a situação das vítimas e, em seguida, deixado o local sem prestar socorro ou aguardar a chegada das equipes de emergência.
Claudinei ficou gravemente ferido, enquanto o irmão também havia sido atingido. A caminhonete foi localizada por volta das 10h de domingo, estacionada na garagem de uma residência no bairro Cará-Cará, após diligências da Agência Local de Inteligência do 1º Batalhão da Polícia Militar.
Família busca respostas
Fernando Madureira afirmou que a morte do jovem deixou um sofrimento que nenhuma indenização ou condenação será capaz de apagar. Segundo o advogado, Claudinei havia saído para um passeio de bicicleta e uma pescaria com pessoas próximas. Em determinado momento, parou no acostamento para registrar um momento de felicidade, mas não retornou para casa.
A família busca esclarecimentos sobre a dinâmica do atropelamento e a responsabilidade do motorista. Entre os pontos levantados estão a distância para a qual o jovem teria sido arremessado, estimada em aproximadamente 30 metros segundo as informações apresentadas pelos representantes, e a ausência de marcas aparentes de frenagem.
Possível responsabilização
De acordo com Madureira, em uma avaliação inicial, o motorista poderá responder por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com base no artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), além das consequências legais relacionadas à suposta omissão de socorro.
A responsabilização e o enquadramento jurídico definitivo dependem da apuração dos fatos e das conclusões das autoridades competentes. A família, por meio de seus representantes, defende que as circunstâncias do acidente e a conduta atribuída ao condutor sejam devidamente esclarecidas.
RESUMO
Jovem morreu: Claudinei Lima Fagundes, de 18 anos, foi atropelado por uma caminhonete em Ponta Grossa.
Família cobra respostas: Testemunhas relatam que o motorista teria deixado o local sem prestar socorro.
Investigação: Defesa aponta dúvidas sobre a dinâmica do acidente e possível responsabilização do condutor.



