VCG investe na renovação da frota e avalia novas tecnologias em PG | aRede
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VCG investe na renovação da frota e avalia novas tecnologias em PG

Renovação de 55 veículos, sustentabilidade, conforto dos passageiros e manutenção de uma tarifa acessível estão entre os principais desafios do transporte coletivo em Ponta Grossa.

A empresa estuda realizar novos testes com ônibus movidos a gás e avalia a viabilidade de veículos elétricos.
A empresa estuda realizar novos testes com ônibus movidos a gás e avalia a viabilidade de veículos elétricos. -

Michele Garcia

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A modernização do transporte coletivo de Ponta Grossa envolve renovação da frota, investimentos em tecnologia e estudos para adoção de veículos com menor impacto ambiental. Em entrevista ao programa Papo de Mercado, do Portal aRede, o gerente executivo da Viação Campos Gerais (VCG), Gelso Forlin, detalhou as mudanças recentes no sistema e os desafios para acompanhar o crescimento do município. Entre os destaques estão a incorporação de 55 ônibus zero quilômetro e a possibilidade de realizar novos testes com veículos movidos a gás.

Segundo Forlin, a VCG atua em Ponta Grossa há 62 anos e busca ampliar a qualidade do serviço oferecido à população. A aquisição mais recente contempla 45 ônibus convencionais, cinco articulados e cinco superarticulados. Os veículos contam com motorização Euro 6, tecnologia que atende a padrões mais rigorosos de emissão de poluentes, além de ar-condicionado.

De acordo com o gerente, a renovação busca aliar conforto aos passageiros, eficiência operacional e redução do consumo de combustível. Ele também destacou a importância da capacitação dos motoristas para aproveitar os recursos dos novos veículos e garantir uma condução mais segura e econômica.

Expansão urbana desafia operação

O crescimento de Ponta Grossa, especialmente com a expansão de bairros e o surgimento de novos loteamentos em regiões mais distantes do Centro, exige adaptações constantes no planejamento do transporte coletivo. Conforme Forlin, o aumento das distâncias percorridas eleva os custos e exige atenção às condições das vias e à organização dos itinerários.

“Você tem que ter vias de acessibilidade para fazer o transporte ser o mais rápido possível”, afirmou.

Para o gerente, o tempo de deslocamento é um dos fatores que influenciam diretamente a experiência dos passageiros. Por isso, a empresa trabalha com diferentes modelos de veículos, desde os superarticulados até os ônibus convencionais e os modelos menores, buscando adequar a capacidade de transporte às características de cada região.

Forlin também ressaltou que o transporte coletivo precisa manter horários e frequências mesmo quando a procura por passageiros é menor. Essa característica, segundo ele, representa um desafio financeiro, principalmente diante da elevação dos custos operacionais, como o diesel.

O gerente defendeu o equilíbrio entre os investimentos necessários para manter o sistema e a oferta de uma tarifa acessível à população. Na avaliação dele, ampliar o número de passageiros é importante para fortalecer a operação e criar condições para novos investimentos.

Tecnologia e sustentabilidade

Outro ponto abordado na entrevista foi a modernização dos meios de pagamento. Ponta Grossa oferece alternativas como cartões de crédito e débito, além do cartão de transporte, facilitando o acesso dos usuários ao sistema.

Na área ambiental, a VCG aposta nos veículos com tecnologia Euro 6 e na capacitação dos profissionais para reduzir o consumo de combustível e as emissões. A empresa também avalia alternativas energéticas para o futuro da operação.

Segundo Forlin, a concessionária pretende realizar um novo teste com ônibus movidos a gás, em um projeto que envolve a Prefeitura de Ponta Grossa. A empresa já realizou experiências anteriores com esse tipo de combustível.

O gerente afirmou ainda que o grupo ao qual a VCG pertence tem experiência com veículos elétricos. Em outra operação do grupo, foram testados sete modelos de ônibus elétricos de diferentes marcas e configurações.

Apesar disso, a implantação dessa tecnologia em Ponta Grossa depende de estudos sobre custos, viabilidade operacional e benefícios para o sistema. Forlin ressaltou que os veículos elétricos têm preço de aquisição mais elevado, o que exige planejamento para evitar impactos na sustentabilidade financeira do transporte coletivo.

Empregos e desenvolvimento econômico

Além da mobilidade urbana, a VCG tem participação na economia local por meio da geração de empregos e da contratação de fornecedores. Segundo Forlin, a empresa mantém quase mil empregos diretos e investe na qualificação dos colaboradores.

O gerente destacou iniciativas de capacitação e programas de recolocação profissional. Após mudanças nas funções relacionadas à cobrança de tarifas, por exemplo, a empresa desenvolveu ações para oferecer novas oportunidades a antigos cobradores em áreas como condução de veículos, manutenção e setores administrativos.

A concessionária também participa de programas de aprendizagem voltados à preparação de jovens para o mercado de trabalho.

Ao abordar as perspectivas para os próximos anos, Forlin afirmou que a empresa pretende continuar investindo em segurança, manutenção, eficiência e conforto. O objetivo, segundo ele, é acompanhar o desenvolvimento de Ponta Grossa e ampliar a atratividade do transporte coletivo.

O gerente defendeu ainda que a mobilidade urbana depende da atuação conjunta da concessionária, do poder público e dos passageiros. Entre os objetivos comuns, citou segurança, conforto, pontualidade e uma tarifa acessível.

Resumo

Renovação da frota: VCG incorporou 55 novos ônibus em Ponta Grossa, com motores Euro 6 e ar-condicionado, para melhorar o conforto dos passageiros e reduzir emissões.

Sustentabilidade: A empresa estuda realizar novos testes com ônibus movidos a gás e avalia a viabilidade de veículos elétricos, considerando custos e necessidades operacionais.

Desafios do transporte: A expansão urbana, os custos operacionais e a manutenção de uma tarifa acessível estão entre os principais desafios para garantir segurança, conforto e pontualidade no transporte coletivo.

CONTEÚDO DE MARCA

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