Comércio de PG deve abrir mil vagas temporárias para o fim de ano
Sindilojas projeta contratações semelhantes às do ano passado, com oportunidades em supermercados, lojas de brinquedos e presentes e nos dois shoppings da cidade

O comércio de Ponta Grossa deve ofertar pelo menos mil vagas de emprego temporárias para atender ao aumento da demanda durante o período de Natal e Ano Novo em 2026. A projeção é do Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Grossa e Região (Sindilojas), que estima um volume de contratações semelhante ao registrado no ano passado. As oportunidades devem se concentrar principalmente nas redes de supermercados, nas lojas de brinquedos e presentes infantis e nos dois shoppings da cidade.
De acordo com o presidente do Sindilojas, José Loureiro Neto, o processo de contratação começa antes do período de maior movimento nas lojas. As entrevistas geralmente têm início em outubro, enquanto as admissões efetivas se intensificam a partir de novembro. A antecipação permite que os trabalhadores passem por treinamento e adquiram experiência antes das semanas de maior procura por produtos e serviços.
“Não tem como fazer essa contratação apenas em dezembro, pois é preciso fazer treinamento e garantir o mínimo de experiência para o colaborador. Isso é muito importante para que a experiência de compra no Natal e final de ano seja positiva”, explica Loureiro Neto.
Contratações antes do Natal
A preparação das equipes é considerada fundamental para que os estabelecimentos consigam atender ao aumento do fluxo de consumidores no fim do ano. O período concentra datas importantes para o varejo, especialmente o Natal, quando cresce a procura por brinquedos, presentes, roupas, alimentos e outros produtos.
As contratações temporárias ajudam as empresas a reforçar o quadro de funcionários diante da elevação das vendas e da necessidade de manter a qualidade do atendimento. A expectativa do sindicato é de que o comércio regional mantenha o ritmo de admissões observado no ano anterior, com pelo menos mil oportunidades em Ponta Grossa.
Entre os segmentos com maior potencial de contratação estão os supermercados, que precisam ampliar as equipes para atender à demanda por alimentos e produtos destinados às celebrações de fim de ano. As lojas de brinquedos e presentes infantis também devem concentrar oportunidades, assim como os dois shoppings da cidade, que reúnem estabelecimentos de diferentes setores.
Apesar da projeção, o presidente do Sindilojas ressalta que o cenário econômico influencia a abertura de vagas não apenas durante as festas, mas ao longo de todo o ano. As condições da economia interferem nas decisões dos empresários, nos custos de operação e na capacidade de ampliar as equipes.
Falta de mão de obra qualificada
Um dos desafios apontados pelo sindicato é encontrar profissionais com qualificação para atender às necessidades do comércio. Segundo Loureiro Neto, as empresas enfrentam dificuldades para preencher vagas com trabalhadores preparados para as funções exigidas.
“Hoje existe uma grande dificuldade para encontrar mão de obra qualificada, cabendo ao próprio contratante garantir uma formação para quem está chegando”, afirma o presidente da entidade.
Nesse cenário, o treinamento dos novos funcionários ganha importância para preparar os profissionais para a rotina de atendimento, as demandas dos consumidores e o funcionamento dos estabelecimentos. A capacitação também permite que trabalhadores sem experiência prévia tenham a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho.
As vagas temporárias representam uma alternativa de renda para quem busca uma colocação no fim do ano, período em que o comércio amplia a necessidade de pessoal. A possibilidade de efetivação após as festas, entretanto, depende das necessidades de cada empresa e não foi quantificada pelo Sindilojas na projeção apresentada.
Escala de trabalho preocupa o comércio
Além das contratações para o período de festas, o Sindilojas acompanha os possíveis efeitos das mudanças na jornada de trabalho sobre o comércio varejista. Em nota oficial divulgada em 15 de outubro, a entidade manifestou preocupação com a aprovação, pelo Senado Federal, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada semanal para 40 horas e o fim da escala 6x1.
O sindicato reconhece a importância de iniciativas voltadas à qualidade de vida e ao bem-estar dos trabalhadores, mas avalia que a alteração pode aumentar os custos operacionais das empresas. Entre os fatores apontados estão a necessidade de novas contratações e a reorganização das equipes para manter os estabelecimentos em funcionamento.
A preocupação é especialmente direcionada às micro e pequenas empresas, que representam uma parcela significativa do comércio regional. Conforme a entidade, o aumento das despesas pode pressionar os custos dos negócios e levar ao repasse de parte dos valores aos preços de produtos e serviços, com possíveis reflexos sobre a inflação e o poder de compra dos consumidores.
Sindilojas defende desoneração
Na manifestação, o Sindilojas defende que a valorização dos trabalhadores seja acompanhada de medidas para preservar a atividade econômica e os empregos. A principal proposta apresentada pela entidade é a desoneração da folha de pagamento, como forma de reduzir os impactos financeiros da mudança sobre as empresas.
O sindicato afirma que continuará acompanhando a tramitação do tema e atuando na defesa dos interesses do comércio regional. A entidade também prevê a realização de ações e eventos para orientar os empresários sobre a adaptação às novas regras.
A discussão sobre a jornada de trabalho ocorre em um momento de preparação do varejo para as vendas de Natal e Ano Novo, quando os estabelecimentos ampliam as equipes para atender à movimentação dos consumidores. Para o setor, o desafio é conciliar a demanda sazonal por trabalhadores, a qualificação profissional e o equilíbrio dos custos operacionais.
RESUMO
- Mil vagas temporárias: Comércio de Ponta Grossa deve ofertar pelo menos mil empregos para o Natal e Ano Novo de 2026, principalmente em supermercados, lojas de brinquedos e shoppings.
- Falta de qualificação: Sindilojas aponta dificuldades para encontrar profissionais preparados e destaca a importância de iniciar contratações e treinamentos antes de novembro.
- Jornada de trabalho: Entidade manifesta preocupação com o fim da escala 6x1 e a redução da jornada para 40 horas semanais, citando possíveis aumentos de custos e defendendo a desoneração da folha.



