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Concessão do transporte coletivo de PG segue sem definição

Contrato com a VCG foi prorrogado até junho de 2027, enquanto prefeitura trabalha na reformulação do edital e empresa destaca renovação da frota

A nova concessão deverá estabelecer as condições para a operação do transporte público
A nova concessão deverá estabelecer as condições para a operação do transporte público -

Milena Batista e Michele Garcia

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O futuro do transporte coletivo de Ponta Grossa segue em discussão após tentativas de reformulação do modelo de concessão, questionamentos judiciais e prorrogações do contrato com a Viação Campos Gerais (VCG), responsável pela operação do sistema. Em 2026, a prefeitura trabalha na revisão dos estudos técnicos para lançar uma nova licitação, com previsão anunciada de publicação até o fim deste ano.

A nova concessão deverá estabelecer as condições para a operação do transporte público nas próximas décadas, incluindo investimentos, remuneração da empresa responsável, características da frota e mecanismos de fiscalização. Enquanto o processo não é concluído, a VCG permanece à frente do serviço, por meio de contrato prorrogado até junho de 2027.

Procurada pela reportagem para esclarecer o estágio atual da licitação e os próximos passos do processo, a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa não respondeu aos questionamentos até a publicação deste material. A VCG, por sua vez, encaminhou posicionamento sobre o andamento do edital de concessão e as responsabilidades relacionadas à operação do sistema.

Histórico da concessão

O contrato de concessão do transporte coletivo de Ponta Grossa foi firmado em 11 de junho de 2003, com prazo inicial de dez anos. Desde então, a relação entre o município e a VCG passou por prorrogações, enquanto a administração municipal buscava estruturar um novo modelo para o serviço.

Em janeiro de 2023, a prefeitura divulgou uma minuta do edital para consulta pública. A proposta previa concessão por 20 anos, divisão da operação em dois lotes e remuneração baseada em critérios relacionados à prestação do serviço. O projeto também contemplava mudanças na frota, acessibilidade, tecnologia e organização do sistema.

Entre as medidas apresentadas estavam a possibilidade de incorporação de ônibus elétricos, veículos com ar-condicionado e wi-fi, ampliação da acessibilidade e utilização de bilhetagem eletrônica. A intenção era estabelecer novas condições para a operação e modernizar o transporte coletivo.

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  • Entre as medidas apresentadas estavam a possibilidade de incorporação de ônibus elétricos
    Entre as medidas apresentadas estavam a possibilidade de incorporação de ônibus elétricos
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Edital de 2024 foi suspenso

Em 5 de junho de 2024, a prefeitura anunciou a assinatura do edital para a nova concessão. O processo, entretanto, não avançou conforme o previsto e foi atingido por uma decisão judicial que impediu seu prosseguimento.

A suspensão comprometeu o cronograma da licitação e contribuiu para a manutenção do contrato existente. O processo de reformulação passou a envolver a revisão de aspectos técnicos e econômicos, além da adequação dos documentos às questões jurídicas relacionadas à concorrência.

Contrato com a VCG vai até junho de 2027

Com a licitação sem conclusão, a prefeitura prorrogou o contrato com a VCG. Em 2025, a vigência foi estendida até junho de 2026. Posteriormente, uma nova prorrogação levou o prazo previsto até junho de 2027.

A medida busca assegurar a continuidade do transporte coletivo enquanto a nova concessão é estruturada. A extensão do contrato, porém, não substitui a necessidade de concluir o processo licitatório, que deverá definir as regras para a operação futura.

A nova modelagem deverá estabelecer as obrigações da concessionária, os investimentos necessários e os critérios para avaliar a qualidade do serviço. Também será necessário definir como ocorrerá a transição entre o contrato atual e o futuro modelo.

Prefeitura trabalha em nova modelagem

Em junho de 2026, a prefeitura informou que trabalha para lançar uma nova licitação até o fim do ano. A revisão dos estudos técnicos foi encaminhada à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), com o objetivo de atualizar a modelagem e adequar o projeto às condições atuais.

Entre os pontos divulgados está a previsão de aquisição de 55 novos ônibus para integrar o sistema. A proposta envolve a revisão dos investimentos necessários e dos custos relacionados à operação.

A atualização dos estudos é uma etapa importante para estabelecer as condições econômicas do futuro contrato. A definição dos investimentos, da remuneração da operadora e dos critérios de prestação do serviço deverá orientar a elaboração do edital.

VCG evita comentar detalhes da licitação

Em nota encaminhada à reportagem, a Viação Campos Gerais informou que não fará comentários públicos sobre os aspectos técnicos, econômicos e jurídicos do edital, nem sobre eventuais questionamentos ou decisões estratégicas relacionadas ao certame.

A empresa justificou que, por se tratar de um processo licitatório em andamento, entende que as manifestações sobre esses assuntos devem ocorrer pelos canais institucionais competentes, nos quais são asseguradas a transparência e a igualdade de condições entre os interessados.

Sobre as condições de operação e as possibilidades de melhoria do transporte coletivo, a VCG afirmou que a definição de itinerários, horários, frequências, características da frota e demais parâmetros do serviço é atribuição do poder concedente, neste caso, o município.

Segundo a empresa, cabe à operadora executar os serviços conforme as determinações da prefeitura, a quem também compete fiscalizar o cumprimento das obrigações.

A VCG declarou ainda que o sistema permanece operando regularmente, sem alterações decorrentes do andamento da licitação e sem descontinuidade dos serviços prestados à população.

Empresa destaca renovação da frota

Em nota, a VCG também afirmou que houve recentemente uma renovação substancial da frota, realizada por meio de entendimentos entre a empresa e o município.

Segundo a empresa, a medida teve como objetivo preservar as condições de atendimento aos passageiros durante o período de transição, considerando que processos licitatórios podem exigir prazos superiores aos inicialmente previstos.

Por fim, a VCG reafirmou o compromisso com a continuidade e a regularidade dos serviços, em conformidade com as determinações do poder concedente e com as responsabilidades atribuídas à operadora.

Confira na íntegra:

"A Viação Campos Gerais esclarece que, por se tratar de um processo licitatório em andamento, entende que quaisquer manifestações relacionadas aos aspectos técnicos, econômicos e jurídicos do edital devem ocorrer nos canais institucionais competentes, onde são asseguradas a transparência e a igualdade de condições entre todos os interessados. Por essa razão, a empresa não fará comentários públicos sobre o conteúdo do edital, eventuais questionamentos ou suas decisões estratégicas relacionadas ao certame.

Quanto às condições de operação e às possibilidades de melhoria do transporte coletivo, cabe destacar que a definição de itinerários, horários, frequências, características da frota e demais parâmetros do serviço é atribuição do poder concedente. À empresa operadora compete executar os serviços conforme as determinações do município, a quem também cabe a fiscalização de seu cumprimento.

Enquanto o processo licitatório segue seu curso, o sistema permanece operando regularmente, sem alterações decorrentes do andamento do certame e sem descontinuidade dos serviços prestados à população.

Cabe destacar, inclusive, que, por meio de entendimentos entre a empresa e o município, foi realizada recentemente uma renovação substancial da frota, justamente com o objetivo de preservar as condições de atendimento à população durante o período de transição, considerando que processos licitatórios dessa natureza podem demandar prazos superiores aos inicialmente previstos para sua conclusão.

A Viação Campos Gerais reafirma seu compromisso com as pessoas, com a continuidade e a regularidade dos serviços prestados à população, sempre em conformidade com as determinações do poder concedente e com as responsabilidades que lhe competem".

O que está em jogo para os passageiros

A nova concessão deverá definir as condições de funcionamento do transporte coletivo de Ponta Grossa nos próximos anos. Entre os pontos de maior impacto para a população estão a renovação da frota, a acessibilidade, a distribuição das linhas, a frequência dos ônibus e os mecanismos de fiscalização.

A modelagem financeira também terá papel importante na definição do futuro contrato, especialmente em relação aos custos da operação, à remuneração da concessionária e à participação dos recursos públicos no custeio do sistema.

Outro desafio será garantir que as regras previstas no edital sejam acompanhadas de mecanismos efetivos de controle. Indicadores de qualidade, metas de desempenho e penalidades por descumprimento podem contribuir para tornar a fiscalização mais objetiva e permitir que os usuários acompanhem os resultados.

Com o contrato atual previsto até junho de 2027, a conclusão da licitação será determinante para definir a transição para o novo modelo. A publicação do edital, entretanto, é apenas uma das etapas: o processo ainda deverá cumprir os procedimentos necessários até a escolha da futura concessionária.

Mais do que substituir o contrato vigente, o processo representa uma oportunidade de redefinir as regras do transporte coletivo de Ponta Grossa. O resultado deverá ser acompanhado pelos efeitos concretos sobre a qualidade, a regularidade e a eficiência do serviço oferecido à população.

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  • VCG também afirmou que houve recentemente uma renovação substancial da frota
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Passageiros apontam lotação e falta de conforto nos ônibus de Ponta Grossa

Ônibus lotados, atrasos e falta de conforto fazem parte da rotina de passageiros que utilizam o transporte coletivo de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Entre as dificuldades relatadas estão a espera por veículos com espaço para embarque, as condições dos pontos de ônibus e os obstáculos enfrentados por idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Enquanto usuários cobram melhorias no serviço, a Prefeitura destaca a implantação do Portal da Transparência do Transporte Coletivo, iniciativa reconhecida pelo Prêmio Gestor Público Paraná (PGP-PR) de 2026.

Aos 22 anos, Radmila Baranoski considera o transporte público importante para a mobilidade da população, mas avalia que o sistema ainda precisa melhorar em aspectos como frequência dos ônibus, cumprimento dos horários, conforto e segurança. Já Adrian Cauã Farias, de 21 anos, considera o serviço mediano. Embora reconheça que os ônibus atendem às necessidades de deslocamento, ele aponta a lotação e a falta de conforto como dificuldades durante as viagens.

Os relatos mostram experiências diferentes, mas têm um ponto em comum: a expectativa de melhores condições para quem depende dos ônibus no dia a dia. Entre os aspectos avaliados pelos passageiros estão também as formas de pagamento da tarifa, que passaram a incluir cartões de crédito e débito por aproximação.

Lotação dificulta embarque e viagens

A superlotação nos horários de pico é uma das principais reclamações de Radmila. Segundo ela, há situações em que o número de passageiros dificulta até mesmo o embarque. Quando dispõe de tempo, a jovem prefere fazer alguns trajetos a pé para evitar o desconforto dentro dos veículos.

“Ter mais ônibus para deixar de ter a superlotação em horários de pico”, afirma ao apontar a principal mudança que gostaria de ver no transporte coletivo.

A passageira também critica as condições de conservação dos veículos. Ela relata problemas de limpeza, bancos sujos ou pichados e janelas que não abrem adequadamente, situação que, segundo ela, torna as viagens mais desconfortáveis nos dias quentes.

Adrian também costuma encontrar ônibus lotados nos períodos de maior movimento. Ele conta que já precisou esperar outro veículo por causa da falta de espaço para embarcar. Na avaliação do jovem, a ampliação da quantidade de ônibus em determinados horários ajudaria a reduzir o problema.

As dificuldades relacionadas à lotação não se limitam ao desconforto. Para quem precisa cumprir horários de trabalho, estudo ou consultas médicas, a espera por um veículo com condições de embarque pode interferir diretamente na rotina.

Uma nova licitação deve ser lançada até o final deste ano
Uma nova licitação deve ser lançada até o final deste ano |  Foto: Divulgação

Atrasos afetam a rotina dos passageiros

O cumprimento dos horários também preocupa Radmila. Ela afirma que, na maioria das vezes, os ônibus atrasam pelo menos dez minutos, o que dificulta o planejamento dos deslocamentos.

Uma das situações relatadas pela jovem ocorreu quando acompanhou a avó a uma consulta médica. Mesmo saindo de casa com uma hora de antecedência, as duas chegaram dez minutos atrasadas por causa da demora do ônibus e perderam o atendimento.

O episódio ilustra como atrasos podem ter consequências para quem depende do transporte coletivo, principalmente quando o compromisso envolve serviços com horário marcado.

A experiência de Adrian é diferente. Ele afirma que, geralmente, os ônibus passam nos horários previstos e que não perdeu compromissos por causa de atrasos. Ainda assim, considera que a oferta de horários poderia ser ampliada e que a lotação prejudica a qualidade das viagens.

Radmila também defende mais horários e veículos em bairros como Uvaranas e Jardim Carvalho, que, na avaliação dela, precisam de atenção na distribuição da oferta de transporte. A passageira considera que o reforço da operação nos períodos de pico ajudaria a atender melhor à demanda.

Pontos de ônibus e acessibilidade entram no debate

Além das condições dos veículos, a estrutura dos pontos de ônibus é motivo de preocupação. Radmila relata que alguns locais não oferecem proteção adequada contra o sol e a chuva, além de apresentarem problemas de iluminação e calçadas danificadas.

Para ela, a falta de estrutura compromete a segurança de quem precisa esperar pelo transporte, especialmente durante a noite. A jovem também relata ter sido assaltada aos 13 anos em um ponto próximo ao local onde costumava desembarcar.

Adrian afirma que se sente seguro durante as viagens, mas também avalia negativamente as condições de iluminação e a estrutura de alguns pontos. As experiências individuais são diferentes, mas os relatos apontam a importância de observar as condições dos locais de embarque e desembarque.

A acessibilidade é outra questão levantada por Radmila. Segundo ela, muitos pontos não oferecem estrutura adequada para cadeirantes. A passageira também relata que a avó deixou de utilizar os ônibus porque encontra dificuldades para subir e descer dos veículos.

O caso chama a atenção para os obstáculos enfrentados por idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Para esses passageiros, a acessibilidade envolve não apenas os recursos disponíveis nos ônibus, mas também a facilidade de embarque e desembarque e as condições das calçadas e dos pontos.

Passageiros questionam o valor da tarifa

O preço da passagem também influencia a avaliação do serviço. Radmila considera que o valor cobrado não corresponde à qualidade oferecida. Embora afirme que a despesa não compromete diretamente o orçamento de sua família, ela destaca que o transporte pode representar um gasto significativo para pessoas que recebem um salário mínimo e precisam utilizar os ônibus diariamente.

A jovem também compara o transporte coletivo aos serviços por aplicativo. Na avaliação dela, dependendo do trajeto e das circunstâncias, a diferença de preço pode não compensar o desconforto enfrentado nos ônibus.

Adrian compartilha a percepção de que o serviço poderia oferecer melhores condições pelo valor cobrado. Apesar disso, afirma que continua utilizando o transporte conforme a necessidade. Para ele, aumentar a quantidade de veículos e melhorar o conforto são medidas importantes para justificar a tarifa.

Em abril de 2026, a tarifa do transporte coletivo de Ponta Grossa passou a custar R$ 6. Na ocasião, a Prefeitura informou que a tarifa técnica, que considera os custos do sistema sem os subsídios municipais, era de R$ 8,31. A administração também divulgou que os recursos destinados às gratuidades somaram R$ 51,8 milhões em 2025.

Os valores ajudam a contextualizar os custos da operação e a participação dos recursos públicos no sistema. Para os passageiros ouvidos, porém, a avaliação do preço está diretamente ligada às condições encontradas durante as viagens, à regularidade dos horários e à segurança.

Cartões facilitam pagamento, mas passageira relata cobranças duplicadas

A possibilidade de pagar a passagem com cartões de crédito e débito por aproximação é vista como uma facilidade por Radmila. Segundo ela, a ampliação das formas de pagamento tornou o uso do transporte coletivo mais prático, especialmente por dispensar a necessidade de sacar dinheiro em espécie para pagar a tarifa.

“Facilitou muito abranger outros meios de pagamento, porque antes eu tinha que sacar o dinheiro para usar o transporte. Porém, há algumas falhas, tem dias que ele cobra dobrado da gente o valor. Aconteceu duas vezes já comigo”, relata.

Apesar de reconhecer a praticidade da modalidade, a passageira afirma que já enfrentou problemas com cobranças duplicadas. A situação, segundo ela, ocorreu em duas ocasiões e representa um ponto que precisa ser observado para garantir que os pagamentos sejam processados corretamente.

O relato evidencia que, além de ampliar as opções de pagamento, é importante assegurar o funcionamento adequado do sistema e oferecer orientações aos usuários sobre como proceder caso identifiquem valores cobrados indevidamente.

Portal permite acompanhar dados do transporte

Enquanto os passageiros apontam dificuldades na utilização do serviço, a Prefeitura destaca medidas voltadas à transparência da gestão. Em junho de 2026, o município lançou o Portal da Transparência do Transporte Coletivo, disponível em transparencia.conectapg.com.

A plataforma reúne informações sobre a operação do sistema e permite consultar dados relacionados à movimentação das linhas e ao número de passageiros atendidos por categoria. Entre os recursos divulgados estão um mapa de calor para visualizar a demanda em diferentes regiões, filtros por faixa etária e informações sobre grupos como estudantes e idosos.

O portal também apresenta um ranking das linhas mais movimentadas e permite identificar locais com maior volume de embarques. Os dados podem ser baixados em planilhas, o que possibilita análises mais detalhadas sobre o funcionamento do transporte coletivo.

Segundo a administração municipal, as informações são cruzadas com dados de rastreamento dos veículos. A iniciativa busca ampliar o acesso da população a informações sobre a operação e favorecer o controle social, além de contribuir para estudos e para o planejamento da mobilidade urbana.

O projeto foi reconhecido pelo Prêmio Gestor Público Paraná de 2026, que destaca iniciativas da administração pública. A premiação desta edição tem como tema “Transporte e Mobilidade Urbana – Mobilidade inteligente, bem-estar em movimento”.

Expectativa é por melhorias no dia a dia

O acesso aos dados permite que a população acompanhe aspectos do funcionamento do transporte coletivo. Para os passageiros entrevistados, no entanto, a avaliação do sistema também depende das condições encontradas diariamente nos ônibus e nos pontos.

Radmila defende mais veículos nos horários de pico, melhoria na limpeza, conforto e segurança. Ela também reconhece a praticidade do pagamento por cartões, mas relata problemas com cobranças duplicadas. Adrian, por sua vez, aponta a necessidade de reduzir a lotação e oferecer melhores condições durante os deslocamentos.

Os depoimentos dos dois passageiros não representam, isoladamente, a experiência de todos os usuários de Ponta Grossa, mas evidenciam dificuldades relatadas por quem utiliza o serviço. A ampliação da transparência oferece instrumentos para conhecer melhor a operação; o desafio é que as informações também contribuam para identificar demandas e orientar melhorias concretas.

Para quem depende do transporte coletivo, a expectativa é contar com ônibus menos lotados, horários adequados à demanda, pontos seguros e acessíveis e condições de viagem compatíveis com o valor pago pela passagem. A regularidade dos serviços e o funcionamento correto dos meios de pagamento também fazem parte das necessidades apontadas pelos usuários.

CONTEÚDO DE MARCA

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