PG arrecadou R$ 1,2 bi em receitas correntes no 2º quadrimestre de 2026
Considerando também as receitas de capital, o resultado aponta um superávit orçamentário de R$ 109,7 milhões

A Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) recebeu, nesta terça-feira (29), uma audiência pública para apresentação das metas fiscais do Poder Executivo referentes ao segundo quadrimestre de 2026. Os dados foram apresentados pelo secretário municipal da Fazenda, Cláudio Grokoviski, e mostram a situação das receitas, despesas e investimentos do Município.
De acordo com o relatório, Ponta Grossa arrecadou R$ 1,214 bilhão em receitas correntes no período. As despesas liquidadas somaram R$ 1,204 bilhão. Considerando também as receitas de capital, o resultado aponta um superávit orçamentário de R$ 109,7 milhões.
Entre as principais receitas próprias, a arrecadação do IPTU chegou a R$ 106,1 milhões, representando um crescimento de 21,54% em relação ao mesmo período de 2025. O ISS somou R$ 174,4 milhões, resultando na alta de 15,56%, enquanto o ITBI chegou a R$ 43,2 milhões, aumento de 20,19%.
Por outro lado, o Município registrou redução na arrecadação do IPVA, que passou de R$ 106,4 milhões em agosto de 2025 para R$ 80,5 milhões em agosto de 2026.
Segundo o secretário Cláudio Grokoviski, a redução de algumas receitas exigiu ajustes nas despesas municipais para manter o equilíbrio das contas. "Este ano, as receitas do município e o comportamento delas não estão como o esperado. Tivemos uma perda de quase R$ 26 milhões somente de IPVA, além de perdas na receita do Imposto de Renda. Diante disso, tivemos que fazer uma grande reorganização das despesas do município para fazer frente a essa perda de receita. Ainda assim, estamos acompanhando o cenário e trabalhando para manter o equilíbrio das contas públicas", afirmou.
Saúde, Educação e Assistência Social
Entre as áreas que receberam maior volume de recursos, a Educação teve R$ 383,5 milhões em despesas liquidadas, enquanto a Saúde recebeu R$ 225 milhões. A Assistência Social somou R$ 61,1 milhões.
Os dados apresentados também mostram que, até o período analisado, o Município registrou aplicação de 19,79% dos recursos considerados para o cálculo do investimento mínimo constitucional em Saúde. Na Educação, o percentual foi de 22,74% considerando as despesas empenhadas.
Gastos com pessoal e dívida
As despesas com pessoal somaram R$ 834,1 milhões, representando 47,6% da receita utilizada para esse cálculo. O percentual permanece abaixo do limite máximo estabelecido pela legislação.
A dívida consolidada líquida do Município foi apresentada em R$ 514,5 milhões. O relatório também aponta redução dos restos a pagar, que passaram de R$ 173,5 milhões em 2025 para R$ 80,5 milhões em 2026.
Secretaria de Saúde apresenta a prestação de contas da pasta
Na sequência, a equipe da Secretaria Municipal de Saúde apresentou a prestação de contas referente ao período de maio a agosto, em cumprimento ao artigo 36 da Lei Complementar nº 141/2012, que determina a apresentação do relatório de cada quadrimestre ao Legislativo em audiência pública. Os dados foram apresentados pelos gestores de cada departamento.
De acordo com o relatório, o orçamento da Saúde para 2026 foi estimado pela Lei Municipal nº 15.733, de 22 de dezembro de 2025. Com as suplementações, o valor passou de R$ 406,5 milhões para R$ 467,1 milhões. Do total, 70% vêm de recursos municipais (R$ 326,6 milhões), 26% de recursos federais (R$ 120 milhões) e 4% de recursos estaduais (R$ 20,5 milhões). Até o período analisado, o valor empenhado somou R$ 323,1 milhões, dos quais R$ 216,4 milhões foram liquidados e R$ 203,9 milhões, pagos.
Na Atenção Primária, foram realizados 1.347.759 procedimentos no 2º quadrimestre, ante 1.221.890 no quadrimestre anterior. Os atendimentos individuais somaram 213.887, as visitas domiciliares chegaram a 178.868 e os atendimentos odontológicos, a 16.734. Na Assistência Farmacêutica, foram dispensados 24.043.105 medicamentos no período, o que eleva o total do ano para 46.875.469.
Os serviços de Atenção Especializada e Laboratorial somaram 1.073.627 atendimentos e procedimentos de janeiro a agosto. Na área de saúde mental, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) registraram 10.096 atendimentos e acompanhamentos no 2º quadrimestre, e o Ambulatório de Saúde Mental, 9.735. Nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), a UPA Santa Paula contabilizou 302.767 atendimentos e procedimentos no ano, seguida pela UPA Uvaranas, com 242.723, e pela UPA Santana, com 204.628.
A Vigilância em Saúde realizou 271.937 ações entre janeiro e agosto, incluindo 199.123 doses de vacinas aplicadas e 56.358 ações de promoção e prevenção relacionadas à zoonoses. Já a Ouvidoria da Saúde recebeu 5.746 manifestações no ano, sendo 3.184 entre maio e agosto.
O relatório também apresentou o andamento das metas da Programação Anual de Saúde (PAS) 2026.
RESUMO
Superávit e Receitas: Ponta Grossa encerrou o 2º quadrimestre de 2026 com superávit orçamentário de R$ 109,7 milhões, impulsionado por altas no IPTU, ISS e ITBI, apesar de uma queda severa na arrecadação do IPVA.
Ajuste e Contas Públicas: A perda de quase R$ 26 milhões em IPVA exigiu uma reorganização de despesas, mas os gastos com pessoal (47,6%) e a dívida mantiveram-se dentro dos limites legais, reduzindo também os restos a pagar.
Saúde e Serviços: A Saúde suplementou seu orçamento anual para R$ 467,1 milhões e apresentou alta produtividade, ultrapassando 1,3 milhão de procedimentos na Atenção Primária e mais de 24 milhões de medicamentos entregues no período.
Com informações da assessoria de imprensa.



