Receita Federal arrecada R$ 859 milhões em agosto na região de PG
Valor é 11,27% maior que o registrado no mesmo mês de 2025; crescimento real foi de 6,76%

A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa (DRF/Ponta Grossa) arrecadou R$ 859,09 milhões em tributos fazendários e previdenciários durante agosto de 2026. A unidade é responsável por uma região que abrange 64 municípios.
O resultado representa um crescimento nominal de 11,27% em relação a agosto de 2025, quando foram arrecadados R$ 772,10 milhões. Considerando a inflação medida pelo IPCA no período, o crescimento real da arrecadação foi de 6,76%.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, a arrecadação chegou a R$ 7,57 bilhões, contra R$ 7,11 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. O resultado representa uma alta nominal de 6,40%.
Importações e arrecadação previdenciária influenciam resultado
Entre os fatores que contribuíram para o aumento da arrecadação em agosto estão os resultados registrados na 9ª Região Fiscal, que reúne Paraná e Santa Catarina e também influencia os números da região administrada pela DRF de Ponta Grossa.
Os principais tributos relacionados à importação apresentaram crescimento de 29,5%, com aumento de R$ 1,43 bilhão. O volume, em dólares, das mercadorias importadas pela 9ª Região Fiscal cresceu 14,8%, enquanto a taxa média de câmbio apresentou queda de 5,39%.
A arrecadação previdenciária também apresentou alta, de 8,2%, equivalente a R$ 529,7 milhões. Segundo a Receita Federal, o resultado foi influenciado pelo crescimento nominal de 7,5% na massa salarial, embora tenha ocorrido aumento de 11,4% nas compensações.
Outro destaque foi a arrecadação de IRPJ e CSLL, que cresceu 11,9%, com alta de R$ 249,8 milhões. O avanço ocorreu nas diferentes formas de apuração, incluindo balanço trimestral, lucro presumido e estimativa mensal.
O Simples Nacional teve crescimento de 9,1%, equivalente a R$ 242,2 milhões. A variação envolve os tributos reunidos no pagamento unificado, como IRPJ, CSLL, PIS/Cofins, contribuição previdenciária, IPI, ICMS e ISS.
Também houve crescimento de 5,3% na arrecadação de Cofins e PIS/Pasep, exceto os valores relacionados à importação. O resultado foi influenciado principalmente pelos setores de comércio atacadista, exceto veículos automotores e motocicletas, e de serviços de escritório, apoio administrativo e outros serviços.
Outros resultados
A arrecadação de IRRF sobre capital cresceu 38,2%, com aumento de R$ 115,7 milhões, principalmente em razão dos valores relacionados a lucros e dividendos.
O Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) teve alta de 12%, com crescimento de R$ 70 milhões, influenciado principalmente pelos valores referentes à declaração de ajuste anual, saída do país e espólio.
Já o IPI sobre outros produtos cresceu 11,8%, com aumento de R$ 56,9 milhões. Em contrapartida, a arrecadação de IPI sobre automóveis caiu 16,2%, redução equivalente a R$ 3,3 milhões.
O IOF apresentou crescimento de 16,3%, com aumento de R$ 47,8 milhões, impulsionado pelas operações de crédito para pessoas jurídicas e físicas. A arrecadação da CPSSS também cresceu, 12,1%, com alta de R$ 21,9 milhões.
Por outro lado, os recolhimentos de IRRF sobre rendimentos do trabalho apresentaram queda de 0,3%, equivalente a R$ 3,9 milhões, principalmente em razão do desempenho negativo dos rendimentos do trabalho assalariado.
Em agosto, as compensações declaradas por meio de DComps somaram R$ 2,51 bilhões, alta de 6,9%. Segundo a Receita Federal, o resultado foi especialmente influenciado pelo aumento das compensações relacionadas à Contribuição Previdenciária do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).
Os dados fazem parte do balanço de arrecadação da Receita Federal e refletem o desempenho dos tributos fazendários e previdenciários administrados pela unidade.



