Artista ponta-grossense inaugura exposição com obras premiadas
O evento também marcou o lançamento de uma galeria virtual com recursos de acessibilidade

A mesma alegria e simplicidade presentes nas obras do artista ponta-grossense Marcelo Schimaneski também marcaram a abertura da exposição “Schimaneski: Horizontes, Raízes e o Olhar Naïf”. O evento aconteceu nesta terça-feira (2), no Setor de Artes Visuais do Memorial Ponto Azul, localizado na Praça Barão do Rio Branco, e reuniu autoridades, produtores culturais e representantes da imprensa. A exposição permanece aberta até o dia 2 de julho e, durante um mês, o público terá a oportunidade de apreciar telas coloridas, com traços delicados, que retratam as paisagens rurais dos Campos Gerais.
Marcelo sofreu um grave acidente no fim da década de 1980, que o deixou tetraplégico. Foi nesse momento que a arte passou a fazer parte de sua vida também como forma de reabilitação, ajudando na recuperação dos movimentos dos braços e das mãos. No início, ele costumava pintar flores, cachoeiras e paisagens. Com o tempo, porém, passou a se identificar mais com o universo rural. “A minha obra tem esta estética voltada para a região dos Campos Gerais. As paisagens com araucárias, os bichos, as aves e as cenas do cotidiano estão sempre presentes”, define. O artista acrescenta que essa conexão com o campo vem da infância. “A representação da nossa região nasce das minhas memórias afetivas e das lembranças de quando eu era criança. Penso que, em um segundo plano, as pessoas conseguem perceber o amor que tenho pelos Campos Gerais”, afirma.
Na exposição, estão reunidas obras premiadas do artista que pertencem ao Acervo Municipal de Cultura. “As obras do Marcelo são de alto nível e possuem uma linguagem própria, tanto na composição quanto no uso das cores, da perspectiva e dos planos. Ele é muito fiel aos temas e à técnica que desenvolveu”, comenta Mariângela Digiovanni, chefe da Divisão de Artes Plásticas da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, responsável pela curadoria da mostra. “Além da técnica magnífica, há também a forma como o artista se comunica com o observador, algo muito peculiar e pessoal. Sem dúvida, quem contempla as obras de Marcelo é transportado para momentos felizes da própria vida”, acrescenta.
O projeto que deu origem à exposição “Schimaneski: Horizontes, Raízes e o Olhar Naïf” foi aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná para receber recursos do Governo Federal, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura. A produção executiva é da ABC Projetos Culturais.
Acessibilidade e inclusão
A abertura da exposição também marcou o lançamento da Galeria Virtual Schimaneski, que reúne 18 obras premiadas do artista em concursos paranaenses e nacionais. Todas as telas contam com audiodescrição produzida por consultoras em acessibilidade e revisada por uma profissional cega, contribuindo para ampliar o acesso do público PCD. “Acredito que seja imprescindível pensar em acessibilidade neste projeto, uma vez que o próprio artista é uma pessoa com deficiência”, pontua Natasha Dias, curadora da galeria virtual juntamente com o artista.
A plataforma digital conta com tecnologias assistivas e recursos inclusivos, proporcionando uma experiência acessível e simultânea para diferentes públicos. Thaisa Cunningham, coordenadora da ABC Projetos Culturais e produtora executiva do projeto, destaca que, ao contemplar audiodescrição e libras no site, possibilita que o conteúdo seja consultado por pessoas com deficiência visual e/ou auditiva. Ela finaliza enaltecendo a importância de projetos contemplarem ferramentas voltadas à inclusão e democratização de acesso, e adianta que é do interesse da produtora e do artista que novas edições do projeto sejam realizadas, a fim de ampliar o acervo de obras disponíveis na galeria.
Com informações de Assessoria de Imprensa.
Leia o resumo da notícia
- Exposição celebra a obra de Marcelo Schimaneski: A mostra “Schimaneski: Horizontes, Raízes e o Olhar Naïf” foi inaugurada no Memorial Ponto Azul e fica aberta ao público até 2 de julho, apresentando obras que retratam paisagens, fauna e o cotidiano rural dos Campos Gerais.
- Arte como superação e identidade regional: Após um acidente que o deixou tetraplégico no fim dos anos 1980, Marcelo Schimaneski encontrou na pintura uma forma de reabilitação. Suas obras são inspiradas em memórias da infância e no amor pela paisagem dos Campos Gerais.
- Projeto aposta em acessibilidade: A abertura da exposição marcou também o lançamento da Galeria Virtual Schimaneski, com 18 obras acompanhadas de audiodescrição, Libras e recursos de acessibilidade, ampliando o acesso de pessoas com deficiência visual e auditiva ao trabalho do artista.





















