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Acipg busca soluções de energia para a produção industrial

A comitiva ponta-grossense se reuniu com membros da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para debater sobre as constantes oscilações que provocam paradas de produção e prejuízos significativos no Distrito Industrial

Os membros da Acipg junto a agentes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em Brasília
Os membros da Acipg junto a agentes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em Brasília -

Publicado por Lilian Magalhães

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A Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg) esteve na quarta-feira (25) em Brasília para uma reunião com agentes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), onde apresentou um panorama detalhado dos problemas enfrentados pelas indústrias instaladas no Distrito Industrial da cidade. A comitiva foi liderada pelo presidente eleito da Acipg, Leonardo Puppi Bernardi, acompanhado do vice-presidente eleito, Rafael Issa Rickli, do coordenador do Núcleo das Grandes Indústrias (NDI 30+), André Leonardo Costa, e de representantes de indústrias da região.

O principal problema apontado não é a falta de energia em si, mas as constantes oscilações de curta duração que provocam paradas de produção e prejuízos significativos. Uma pesquisa inicial já indicava perdas na casa dos R$ 6 milhões, além de 60 dias de produção perdidos, dados considerados desatualizados diante da gravidade do cenário. Apenas uma indústria relatou perdas de R$ 3 milhões em seis meses. Outra registrou 61 quedas em 2023, resultando em 337 horas de parada de sua principal máquina, o equivalente a 14 dias de produção perdida no ano.

Diante do quadro apresentado, a Aneel indicou dois caminhos formais para a solução do impasse: a via da fiscalização, com o encaminhamento de denúncia à área de fiscalização da agência acompanhada de dados concretos, relatórios imparciais e indicadores individuais das empresas; e a via da mediação, com solicitação formal à ouvidoria da Aneel, demonstrando que todas as tentativas de negociação direta com a Copel foram esgotadas.

A agência também informou que a metodologia de definição dos limites de qualidade está em revisão e que uma nova revisão tarifária para a Copel ocorrerá, com tendência de impor limites mais rigorosos a partir de 2027. A abertura de consultas públicas sobre o tema criará oportunidades para que a indústria contribua com suas análises e demandas.

O presidente eleito da Acipg, Leonardo Puppi Bernardi, destacou a importância da articulação institucional. "Na véspera da reunião, nossa comitiva se reuniu com um deputado de Ponta Grossa e com o comitê de infraestrutura do gabinete do senador Sérgio Moro, que acabava de abordar em entrevista à CNN os problemas com a Copel no interior do Paraná. A cidade cresceu de forma intensa e agora necessita de uma governança da sociedade civil organizada para orientar sua transformação. Embora a Copel seja bem avaliada na opinião pública, na prática os problemas são reais. Realizamos um benchmarking com o Espírito Santo e identificamos que a região de Ponta Grossa sofrerá os maiores acréscimos de carga instalada nos próximos dois anos, o que torna a questão ainda mais urgente", afirmou.

O vice-presidente eleito da Acipg, Rafael Issa Rickli, ressaltou o momento de crescimento industrial da cidade e a necessidade de energia estável para sustentar os novos investimentos. "Estamos diante de uma previsão de R$ 10 bilhões em investimentos, principalmente no setor industrial, com projetos como as ampliações da DAF e Mars, e novas fábricas. A fábrica da XBRI, por exemplo, terá um investimento de R$ 6,5 bilhões e gerará 3.500 empregos diretos. Mesmo interrupções curtas, já representam um problema significativo para a operação industrial", pontuou.

Como desdobramento da reunião, as empresas da região, coordenadas pelo NDI 30+ e pela Acipg, definiram um plano de ação imediato. As indústrias afetadas devem solicitar formalmente à Copel o procedimento de medição de qualidade, para registrar as variações de tensão de curta duração. Também serão encaminhados documentos à fiscalização e à ouvidoria da Aneel, detalhando os problemas e o histórico de tentativas de resolução com a distribuidora.

A médio prazo, o grupo se comprometeu a participar ativamente das consultas públicas da Aneel sobre a revisão tarifária, a metodologia de limites de qualidade e a norma de expurgos por eventos climáticos, além de monitorar o portal de dados abertos da agência e agendar uma reunião de acompanhamento para aprofundar as discussões técnicas.

A Acipg segue mobilizada em defesa da competitividade do setor industrial, buscando garantir a qualidade e a estabilidade do fornecimento de energia elétrica como condição essencial para o desenvolvimento econômico sustentável de Ponta Grossa e região.

Com informações da assessoria de imprensa.

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