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Suspeito de matar terapeuta vai apresentar provas de assédio

Informação foi repassada pelo advogado do jovem de 16 anos, que deve se apresentar à delegacia na manhã desta quinta

Carlos Lopatiuk (foto), advogado de defesa, falou que também há testemunhas que teriam sido vítimas do profissional
Carlos Lopatiuk (foto), advogado de defesa, falou que também há testemunhas que teriam sido vítimas do profissional -

Sebastião Neto

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Carlos Lopatiuk, advogado de defesa do jovem suspeito de matar o terapeuta Luiz Carlos Vantroba nesta quarta-feira (23), confirmou que o rapaz de 16 anos vai se apresentar à Polícia nesta quinta-feira (24) e irá levar aos policiais provas dos assédios que teria sofrido do profissional, que atendia na Igreja Nossa Senhora de Guadalupe - região do Santa Paula.

"Temos prints de conversas e também, na sequência, levaremos testemunhas que também foram vítimas deste tipo de conduta. Os assédios eram constantes e ele foi até o terapeuta para conversar, terminar com isso, mas acabou recebendo uma nova investida e reagiu a injusta agressão, estava sob forte emoção", explicou Lopatiuk.

Perguntado se o jovem conversou com a família sobre os assédios ou mesmo uma eventual denúncia do caso à Polícia, o advogado destacou que os familiares vinham percebendo um comportamento diferente do jovem, e que justamente por isso o encaminharam para a terapia. "Ele toma remédios controlados, vinha tendo alguns problemas. Não posso confirmar categoricamente se a família sabia dos assédios ou não, mas fato é que existia uma preocupação com o comportamento dele e foi indicada a terapia", destaca.

Diocese pede orações à família

No fim da tarde de quarta, a comunicação da Diocese de Ponta Grossa se manifestou oficialmente sobre o caso e trouxe a versão dos colaboradores da Igreja sobre o caso. "Hoje, por volta das 14h30, o Luís Carlos, membro da Pascom Diocesana e terapeuta ocupacional, foi assassinado a facadas durante o atendimento que fazia a um jovem. A paroquia cedia já a dois anos uma sala onde ele fazia atendimento social. Na hora, embora houvesse movimento na secretaria e na sala ao lado, ninguém percebeu nada. Uma senhora do grupo do artesanato viu marcas de sangue no chão em frente à porta que estava entreaberta. Ao abrir, deparou-se com o corpo já sem vida. Acionadas a polícia e os órgãos competentes foi dada toda a assistência possível. Nossas orações pela família", contou.

O sepultados de Luiz Carlos Vantroba será nesta quinta, em horário ainda não divulgado, no Cemitério Campos Gerais; Vantroba, de 39 anos e morador da vila Madureira, está sendo velado desde a noite de ontem na capela da Funerária Princesa, região central de Ponta Grossa. 

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