Após a saída de Sandro,PPS dissolve Diretório
A Executiva Estadual do PPS dissolveu o Diretório Municipal da legenda em Ponta Grossa.
Dissolução foi confirmada pela Executiva
Estadual e deve ser formalizada nessa quinta-feira (31). Rangel continuará no
partido com o apoio da base.
A Executiva Estadual do PPS
dissolveu o Diretório Municipal da legenda em Ponta Grossa. A decisão foi
tomada no início dessa semana em Curitiba após uma série de reuniões que debateram
o assunto. O partido afirma que a medida foi tomada de maneira natural e já
vinha sendo planejada pelo comando estadual da legenda, já os membros do
Diretório Municipal afirmam que a dissolução é uma represália à saída do
deputado federal, Sandro Alex, dos quadros do PPS e prometem ir à Justiça para
garantir o mandato do diretório.
A dissolução do Diretório
Municipal foi tomada em um momento delicado da política local em que os grupos
conversam intensamente sobre as próximas coligações para a eleição municipal em
outubro. Através da assessoria de imprensa, o secretário da Executiva Estadual,
Rubico Camargo, afirma que atualmente o PSS estava “submisso” ao Governo
Municipal e a figura do prefeito Marcelo Rangel, um dos principais nomes do
partido na cidade.
“Essa dissolução foi solicitada
pelos filiados do partido na região que entendiam que o PPS não apresentava uma
atividade adequada no município”, comentou Rubico. Mesmo que dada como certa
pela Executiva Estadual, até o começo da noite dessa quarta-feira (30) a
dissolução do partido não havia sido comunicada oficialmente ao presidente da
legenda em Ponta Grossa, Leopoldo Cunha.
Político experiente e com uma
carreira extensa dentro do próprio PPS, Leopoldo se disse “surpreso e ao mesmo
tempo triste” com a atitude da Executiva Estadual. “O PPS não aceitou a saída
do Sandro Alex de modo democrático e está agindo como forma de retaliação”,
ponderou Cunha. O presidente lembrou que o mandato do Diretório do PPS segue
até 2017 e, caso seja necessário, os membros do PPS recorrerão à Justiça para
se manterem no comando.
Rubico argumentou que o PPS tem
que estar a serviço dos filiados e não da Prefeitura. “O cargo de prefeito é
algo transitório, mas o partido fica e continua, tem uma história”, ponderou o
secretário estadual. Mesmo que crítico à “submissão” do PPS diante da Gestão
Municipal, Rubico não vê problemas para que Marcelo Rangel tente se reeleger
prefeito disputando a eleição pelo PPS. “Essa vai ser uma decisão do Diretório
Municipal e, até o presente momento, não há nenhum impedimento a uma nova
candidatura do Marcelo”, informou o secretário.
Leopoldo espera “reversão”
Opresidente do Diretório ainda espera que a decisão do partido seja revista em
nível estadual. “Por hora vamos esperar que a situação seja relevada e tudo
isso se reverta”, explicou. Segundo Leopoldo, a Executiva Estadual tem motivos
específicos para dissolver o Diretório, mas isso não deveria acontecer. Já
Rubico salientou que a saída de Sandro não influenciou a decisão da Executiva
Estadual e que as coisas aconteceram apenas de maneira coincidente. “Essa
decisão já estava tomada anteriormente”, lembrou o secretário estadual do PPS.
Marcelo continua no PPS e
recebe apoio
O prefeito Marcelo Rangel (PPS) continuará no PPS, mesmo após a dissolução do
Diretório. Rangel foi procurado pela reportagem, mas não atendeu as ligações –
a permanência do chefe do Executivo foi confirmada por Leopoldo após uma
reunião na noite desta terça (29). Segundo o presidente do Diretório Municipal
dissolvido, Rangel manterá a pré-candidatura ao cargo de prefeito.
Executiva quer nomear
substitutos rapidamente
A expectativa do PPS Paraná é normalizar a situação em PG o mais rápido
possível. Rubico informou que o novo Diretório Municipal será formado por
pessoas que já são filiadas ao partido e deve ser composta ainda durante essa
quinta-feira (31). Um dos nomes cotados para assumir o PPS é o do vereador
Rogério Mioduski – o parlamentar foi procurado para comentar a possibilidade,
mas não atendeu os telefonemas da equipe do Jornal da Manhã.