Comércio de PG tem queda de 7% em janeiro

O comércio de Ponta Grossa iniciou o ano com nova queda nas vendas. A pesquisa conjuntural do comércio, realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), mostra redução de 7,78% no primeiro mês de 2016, em relação ao mesmo janeiro de 2015. Entre os 12 segmentos do comércio avaliados, apenas um vendeu mais que no ano passado em Ponta Grossa.
A retração econômica, que traz insegurança ao consumidor, a cobrança de impostos anuais de forma precoce, e a alta inflação, superior a 10%, acumulada durante o período de um ano, impactou no psicológico e no bolso dos ponta-grossenses, segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Grossa (Sindilojas), José Loureiro. “Isso já era esperado. Tivemos o IPTU, que nunca vem em janeiro, e o IPVA, que nesse ano também veio em janeiro, que pegou a tabela de dezembro, então esses foram fatores que causaram a queda”, explica.
Ao comparar esse resultado com outras regiões, no entanto, Ponta Grossa teve um desempenho melhor que a média estadual. A retração no município representa menos da metade da registrada no Estado, de 16,27%. Nas sete regiões observadas, as maiores quedas foram observadas em Londrina e em Curitiba e Região Metropolitana, onde as quedas em relação a janeiro foram de 20,32% e 20,23%, respectivamente. A única com desempenho melhor que Ponta Grossa foi a região Oeste, onde foi registrado um crescimento de 1,26%. “Como muita gente ganhou a conta, e teve essas grandes liquidações, isso injetou dinheiro no comércio. Além disso, temos a expansão das fábricas, que atraem gente de fora, e isso ajuda um pouco”, completa Loureiro.
O sócio-proprietário da galeria Omni Center, Luiz Carlos Barbur, reconhece uma queda na atividade. “Em conversa com lojistas, se sente que está mais complicado. Pessoas estão com medo de fazer compra parcelada e o lojista com receio em parcelar, principalmente em parcelas com valor mais significativo”. Para atrair o público, lojis-tas realizam ações para atrair o público. “Várias lojas estão com promoções muito boas para ter giro e fazer a venda acontecer”, diz.
Apenas um setor apresentou crescimento
Entre os 12 setores avaliados pela pesquisa, apenas o de ‘óticas, cine/foto/som’ fechou no azul em janeiro, com alta de 34,07%. O que teve a maior retração foi das concessionárias de veículos, que venderam 45,2% a menos que no ano passado. Calçados, lojas de departamentos, e vestuário tiveram quedas superiores a 20%. Até mesmo as vendas de combustíveis (-5,5%), farmácias (-2,2%) e supermercados (-0,12%) tiveram queda.





















