Estado investiga corrupção em presídio de Ponta Grossa

A Secretaria do Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp), através do Departamento de Execução Penal (Depen) do Estado do Paraná realizou a abertura de uma sindicância para investigar suspeitas de corrupção no presídio Hildebrando de Souza. Agentes da Cadeia Pública Hildebrando de Souza e da Penitenciária Estadual de Ponta Grossa (PEPG) são investigados por suspeitas que vão desde desvios de porcentagens de salários de funcionários até ações que facilitariam a fuga de detentos nas unidades.
A abertura de sindicâncias consta no Diário Oficial do Estado do Paraná desta quinta-feira (03), especificando o nome de cada agente penitenciário suspeito e seguido das supostas irregularidades – os nomes não serão divulgados pelo Portal aRede e nem pelo Jornal da Manhã, para não atrapalhar o processo de investigação que ocorre em sigilo.
Um dos agentes carcerários do Hildebrando de Souza será investigado pelo Depen por supostamente ter recebido, indevidamente, um percentual de valores de cargo comissionado destinado a outros servidores – neste caso, trata-se do benefício de ‘adicional noturno’ aplicado a alguns funcionários. Além disso, o agente também poderia ter ‘fechado os olhos’ para algumas ações ocorridas dentro da cadeia, o que acabou facilitando uma fuga de detentos ocorrida em fevereiro de 2014.
Outro funcionário do ‘Hildebrando’ será investigado por supostamente ter forjado a aplicação de adicionais noturnos em folhas salariais de agentes carcerários, sem que eles trabalhassem efetivamente no período da noite.
Já um agente penitenciário da PEPG é investigado por ter aceitado ‘dividir’ o valor do cargo comissionado, com outro funcionário, a fim de se manter em um cargo de alto escalão dentro do presídio Hildebrando de Souza, quando prestava serviço nesta unidade.
Depen não comenta investigações em andamento
Em contato com o Departamento de Execução Penal (Depen), a Assessoria de Imprensa informou que o órgão não comenta e nem divulga detalhes de investigações e sindicâncias em andamento. Para garantir a segurança e o direito de defesa dos investigados, o Depen espera a conclusão dos processos para depois emitir um comunicado oficial sobre o caso. O diretor do Depen, Luiz Alberto Cartaxo Moura, foi procurado pela reportagem do Portal aRede e do Jornal da Manhã para comentar sobre as investigações, mas a equipe não conseguiu contato até o fechamento da matéria. Cartaxo é o responsável por assinar a abertura de sindicância do órgão contra os agentes.
O quê? – Sigilo
Os nomes dos agentes penitenciários e carcerários envolvidos constam em documentos oficiais do Estado, mas o Departamento de Execução Penal (Depen) não se pronuncia sobre o caso porque as investigações ocorrem em sigilo. Desta forma, o Portal aRede e o Jornal da Manhã optaram por não divulgar os envolvidos a fim de não atrapalhar nas investigações.





















