Violência é rotina nos novos conjuntos habitacionais

A violência nos conjuntos habitacionais de Ponta Grossa deixam os moradores das regiões em pânico. O Jardim Amália, Residencial Gralha Azul, Jardim Boreal, Jardim Itapoá e Jardim Panamá são regiões compostas por casas do Minha Casa Minha Vida, programa do Governo Federal, e registraram altos índices de criminalidade nos últimos tempos. Desde o início de 2015 até hoje, quatro homicídios foram registrados nos conjuntos.
Um levantamento realizado pela equipe de reportagem do portal aRede, através de dados do Corpo de Bombeiros, aponta que cinco pessoas foram baleadas nos núcleos, desde janeiro do ano passado. O levantamento leva em conta apenas os crimes onde as equipes do Siate foram acionadas para prestar atendimento médico. Onze pessoas foram esfaqueadas no período de pouco mais de um ano.
O crime mais recorrente nos núcleos foram as agressões. Vinte pessoas foram espancadas nos cinco conjuntos habitacionais. O borracheiro Jorge Pacheco, morador do Jardim Itapoá, é uma das pessoas que critica a falta de segurança da área. “Tem bastante casa e comércio sendo roubado. Na borracharia eu enchi de cachorro para não ter esse perigo”, diz Jorge. Segundo ele, casos de agressões e brigas são frequentes nos finais de semana. “Sempre passa a polícia, mas mesmo assim tem bastante confusão”, afirma.
Policiamento nos núcleos
A equipe de reportagem do portal aRede entrou em contato com a Polícia Militar para questionar as ações realizadas para efetivar a segurança nos conjuntos habitacionais de Ponta Grossa. A aspirante Jaine Chaves de Oliveira destacou que a Radio Patrulha, Patrulha Comercial, Motocicletas e Base Móvel Comunitária estão constantemente circulando nas regiões.
“O policiamento não é feito em alguma vila em específico, mas integra parte de um bairro. Então toda semana fazemos estudos dos locais com maiores incidências de crimes para voltar o policiamento para as áreas mais críticas”, explica a aspirante da PM.
A policial Jaine destacou, ainda, a importância de registrar o boletim de ocorrência junto com a Polícia Militar em todo crime registrado na região. “Com o registro do boletim, nós podemos destinar maior foco do policiamento para aquela área. Precisa lavrar o boletim para a polícia trabalhar com o preventivo”, conclui.





















