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Sinalização de greve causa revolta nas redes sociais

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Mário Martins

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A sinalização de greve por parte dos funcionários na Viação Campos Gerais, divulgada com exclusividade ainda na noite de quinta-feira, após assembleia da categoria, pelo portal aRede, incendiou as redes sociais. A ameaça de paralisação ensejou centenas de comentários com críticas à administração municipal, à Viação Campos Gerais, concessionária do serviço, e aos próprios trabalhadores da empresa.

“Ônibus lotados, alguns antecipados e outros atrasados porque ficam de papo furado no ponto final tomando cafezinho ( pelo menos o do Guaíra é assim). Aí correm igual uns loucos, alguns cobradores mal educados, fora o fato de os mais novos (idade) não podem ver uma mulher bonita que ficam dando em cima. Alguns ônibus precários. E ainda querem aumento. Só podem estar de brincadeira! Assim não tem como ser a favor !”, disparou Emerson Rocha. “Todos tem direito de aumento de salário e de fazer greve sim, se precisar, mas ainda não é o caso os funcionários estão em negociação ainda. E sempre que é feito greve é anunciada 72 hrs antes de começar e divulgado nos meios de comunicação”, diz Valeria Soares.

Para a internauta Jeanne Desirée, “já passou da hora do povo de Ponta Rrossa fazer manifestações contra essa empresa. “Pensem quantas pessoas usam o transporte e quantos funcionários são. Os usuários são mais e mais forte. Deveria todo mundo fechar os terminais não deixar eles trabalharem. Fazer o mesmo que eles fazem com os trabalhadores, pois os ônibus são péssimos levam uma eternidade do terminal até o bairro. Eles param no terminal e não tão nem ai pro povo. Final de semana eles mandam nos horários”, denuncia.

Uma possível paralisação, no entendimento de Odenir Gás, quem se lasca é o povo que depende desse serviço precário e paga alto por isso. “Sou a favor do povo e de cada trabalhador adquirir seu automóvel e lotar o trânsito e não depender de andar de ônibus. Aí quero ver se vai existir greve nessa. O governo vai enxergar com outros de quem paga o preço”, expõe. A indignação é manifestada também por Carlos Eduardo Carbonar. Em sua postagem ele faz a seguinte reflexão: “Se essa greve acontecer tem que o povo se unir e não deixar isso acontecer. Eu moro em Oficinas. Os ônibus do terminal centro oficinas ou vice versa são poucos e andam muito cheios. Só sabem subir a passagem, mas ter mais ônibus dizem que não dá e ainda querem fazer greve nessa crise”.

Segundo Luiz Carlos de Oliveira, consultor sindical do Sintropas-PG (Sindicato dos Motoristas e Cobradores), antes mesmo da primeira proposta ser discutida em assembleia, a empresa enviou o convite para uma nova negociação. “Talvez vamos tentar compor algo juntos, um valor que fique bom para os trabalhadores e que a empresa também possa arcar”, pontuou Oliveira. O Sintropas-PG apresentou uma reivindicação para a VCG de aumento real 5% e de 100% no vale-alimentação. Segundo os sindicalistas, atualmente o valor concedido ao auxílio alimentação é um dos mais baixos do Estado.

“Vamos começar marcar o novo encontro a partir de amanhã e nossa intenção é que as negociações continuem abertas”, disse Luiz Carlos. No último dia 7 de fevereiro, a Prefeitura decretou um reajuste de mais de 12% na tarifa do transporte coletivo – a passagem de ônibus subiu de R$ 2,85 para R$ 3,20. O aumento foi sugerido pelo Conselho Municipal de Transporte a partir da planilha de custos da empresa – o aumento anual é previsto no contrato entre a Prefeitura e VCG. Entre os principais causadores do aumento estão o reajuste nos combustíveis e a queda no número de passageiros que usam o transporte coletivo

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