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Trincheira da Ernesto Vilela apresenta sinais de ineficiência

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Apesar de ter sido inaugurada há cinco dias, a Trincheira Adilson Ferreira Berger, mais conhecida como “da Ernesto Vilela”, já vem dando sinais de ineficiência em Ponta Grossa. Pelo menos é o que apontam moradores e comerciantes da região. Durante todo o dia de ontem, os flagrantes de imprudência feitos pela equipe de reportagem do Jornal da Manhã e portal aRede se repetiam, principalmente nas chamadas “ruas de serviço” da obra.

Essas vias foram construídas paralelamente a rua principal que corta a PR-151 para possibilitar o acesso às moradias e lojas perto da Trincheira. “O problema é que não tem nenhuma placa que explique que essa via não dá acesso a rodovia. Eu entrei aqui, tive que fazer o retorno e voltar para a Avenida Ernesto Vilela”, conta Pedro Gomes, que transitava pelo local com um carro com placas de Curitiba.

Para ganhar tempo, outros condutores “espertinhos” usam o pátio de um posto de combustíveis próximo para conseguirem chegar à rodovia. A manobra faz com que os veículos transitem na contramão.

Procurado, o engenheiro civil da Secretaria de Obras da Prefeitura de Ponta Grossa e fiscal do contrato de construção da Trincheira, Manoel Marcelo, explica que o não acesso a PR-151 pelas “ruas de serviço” é uma medida de segurança. “Seria um grande risco possibilitar isso. Não podemos permitir que veículos, com outra velocidade, entrem repentinamente na rodovia. Por isso, a orientação é que os condutores utilizem rotas paralelas como a da Rua Minas Gerais, Coronel José Miró de Freitas, ou o próprio viaduto Eurico Batista Rosas”, justifica.

Em relação ao trânsito no pátio do posto, Marcelo comenta que a conversão infringe o Código de Trânsito Brasileiro. “Se essa situação se repetir, teremos que acionar a CCR Rodonorte para que medidas sejam tomadas”, afirmou.

Com medo de se identificar, outro morador que vive na região há pelo menos 60 anos, questiona os riscos de acidentes no local. “Quem está na via principal da Trincheira, muitas vezes deseja fazer a conversão para acessar ruas paralelas, como a Coronel José Miró de Freitas. Todavia, quem está nas ‘ruas de serviço’ não tem visão dos motoristas. Eu mesmo já tive que frear em cima de um carro. Faltam placas explicando como os condutores devem se comportar nestes pontos de conflitos”, relata.

Sobre essa questão, o engenheiro da Prefeitura diz que a preferência é de quem está na via principal da Trincheira. “Quem está nas ruas paralelas tem que esperar”, revela.


Comerciante teme futuro de loja
Comerciante há 14 anos na região, João Carlos Dias Ribeiro, dono de uma revenda de carros se diz preocupado com o futuro da sua loja. “Eu hoje estou na boca da Trincheira. A situação é complicada para os clientes chegarem até a loja. Vamos ver como isso vai estar daqui a três meses. O jeito é rezar”, afirma. “Pode ser que a obra facilite a vida de muita gente, principalmente na ligação do Dallabona, Borato e Bonsucesso. Mas e pra mim que não tenho outro lugar para abrir a minha loja? No discurso de inauguração todo mundo falou lindamente. Agora tem que ver na prática”, sugere. A obra custou quase R$ 4 milhões e levou dois anos para ser concluída.

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