Comerciantes esperam alta na venda de peixes em PG

Começou, nesta quarta-feira, a Quaresma no calendário cristão. Ao seguir esses costumes, os fiéis deixam de comer carne vermelha durante alguns dias específicos até a Páscoa, como ato de penitência, e isso reflete no aumento no consumo de peixes. Tal ato abre espaço para as peixarias ampliarem seus lucros. Desde ontem, por exemplo, o movimento e a procura pela ‘carne branca’ já cresceram em estabelecimentos especializados e mercados.
“No início da Quaresma sempre existe aumento do consumo. Vai gerar, normalmente, ate o dia santo, um aumento 30% nas vendas em relação aos dias ‘normais’”, relata Altair Justus, sócio-proprietário da Peixaria ‘Boutique do Camarão’, em Ponta Grossa. “Já aumentou a procura, há uma demanda bem boa. Nesta época vendemos quatro vezes mais do que qualquer outro mês do ano”, acrescenta Paulo Carneiro, subgerente do Super Muffato de Olarias.
Em relação às vendas, há um otimismo para este ano. Justus compara o preço do filé de tilápia, o peixe mais acessível, ao preço da carne de boi. “É claro que a crise afeta todo mundo, mas como o peixe hoje dentro do patamar do preço da carne, então a crise não deve atingir, principalmente no peixe mais popular, que é a tilápia, que custa R$ 30 o quilo”, destaca.
A expectativa é tanta que no Muffato, por exemplo, a expectativa é elevar em 20% as vendas em relação ao mesmo período no ano anterior, principalmente com a parceria com os fornecedores. “Neste período de Quaresma estamos investindo mais nessa parte do ano. Fizemos contratos com fornecedores para virem até a loja, e devemos ter promoções”, declara Carneiro. Entre os peixes mais vendidos estão, além da tilápia, o bacalhau, salmão, polaca, cação, sardinha, posta de pintado, corimba, entre outros.
Preços estão até 25% maiores
O preço neste ano está variando conforme a origem do produto. Enquanto, para algumas espécies nacionais, praticamente não houve variação, para outras, importadas, a variação chega a 25%. “Produtos importados subiram pela variação do dólar, como salmão, bacalhau, merluza, o cação, que usamos o azul do Uruguai. No geral subiu até 20 a 25%, mas não chegou a atingir a porcentagem que subiu o dólar. Mas tem peixe nacional que estou vendendo o mesmo preço que vendia há seis meses”, informa Justus.





















