Pandemia liga sinal de alerta para violência sexual infantil

Sem a vigilância das escolas, polícia teme que denúncias de abusos de crianças e adolescentes percam a força durante a pandemia

Número de denúncias caiu pela metade durante o período de pandemia
Número de denúncias caiu pela metade durante o período de pandemia -

Da Redação

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Sem a vigilância das escolas, polícia teme que denúncias de abusos de crianças e adolescentes percam a força durante a pandemia

Enquanto a maioria das pessoas está preocupada com as medidas de prevenção para evitar a propagação do novo coronavírus e, ao mesmo tempo, sem deixar a economia do país entrar em frangalhos, as autoridades policiais estão atentas a outro fator que pode ser influenciado pela pandemia de covid-19 – e tão grave e preocupantes quanto os fatores citados anteriormente. Trata-se do possível aumento no número de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes.

O maior problema nesse caso é que, segundo a polícia, as escolas têm papel fundamental para que esses casos cheguem às autoridades. Muitas vezes, as vítimas sofrem os abusos dentro da própria casa, e recorrem à escola para pedir socorro aos professores. Com as aulas suspensas, os crimes cometidos dentro de casa por pais, padrastos, avôs e tios tendem a ficar sob as sombras do lar, já que a criança dificilmente terá condições de pedir ajuda dentro da própria família.

Números revelados recentemente pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria) revelam que o número de denúncias entre março e maio deste ano foi apenas a metade das denúncias que ocorreram no mesmo período de 2019, com as escolas em funcionamento. Enquanto esse ano houve apenas 17 denúncias de abusos contra crianças e adolescentes, no ano passado esse número foi de 34. A realidade também é semelhante no Paraná. Pegando este mesmo recorte, houve 129 denúncias feitas pelo Disque Denúncia (via 181) de crimes contra essa faixa etária, enquanto o ano passado teve 144 denúncias.