Homem que tentou matar a ex vai a júri popular em PG
João Carlos dos Santos foi acusado pela tentativa de homicídio duplamente qualificada contra Franciele Cristina Gonçalves

João Carlos dos Santos foi acusado pela tentativa de homicídio duplamente qualificada contra Franciele Cristina Gonçalves
João Carlos Gomes, acusado de tentar matar a ex-companheira Franciele Cristina Gonçalves, será levado à Júri Popular. O crime aconteceu em Ponta Grossa no mês de novembro de 2019 e chocou a cidade - após ser brutalmente agredida, Franciele teve o corpo encharcado com gasolina. A jovem foi socorrida e ficou dias internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), além de sofrer com diversas sequelas causadas pelas agressões.
A decisão de levar João à Júri Popular foi tomada pela juíza títular da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Alessandra Pimentel Munhoz do Amaral. O rapaz será julgado pelo crime de tentativa de homicídio duplamente qualificada. Segundo a denúncia ofertada pelo Ministério Público, João tentou matar Franciele desferindo-lhe chutes na cabeça e jogando gasolina em seu corpo.
"O crime foi cometido com o emprego de meio cruel pelo denunciado João Carlos, pois ele desferiu vários chutes contra a cabeça da vítima em quantidade excessiva e desnecessária de golpes, além de ter jogado gasolina em seu corpo, causando dor e sofrimento exacerbados", afirma o advogado Gustavo Madureira que representa Franciele.
O advogado informou que a vítima foi agredida covardemente pelo acusado com murros no rosto, foi arrastada pelos cabelos e levou mais de 10 chutes no rosto e na cabeça. "Em virtude das agressões sofridas, Franciele sofreu um AVC e ficou uma semana em coma, teve parte de sua calota craniana retirada", explica o advogado.
Segundo Madureira, a moça acabou com o lado direito do corpo paralisado, perdeu os movimentos da perna direita e não consegue movimentar o braço direito, ficando dependente de ajuda de terceiros. "A vítima sofreu espancamentos por cerca de 20 minutos e quando estava no chão o acusado ainda jogou gasolina sobre seu corpo e cabelos enquanto proferia xingamentos e dizia que iria matá-la", diz o advogado.
Por sua vez, João está preso preventivamente há nove meses na Cadeia Pública Hildebrando de Souza.





















