Mobilização marca atividades no dia de combate ao abuso infantil
A Prefeitura de Ponta Grossa, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, realizou hoje (18) uma mobilização para marcar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A ação foi coordenada pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) – Sentinela, especializado no atendimento a estas situações em Ponta Grossa.
Durante a manhã, foram realizadas uma série de palestras sobre o assunto, por especialistas na área, no Cine Teatro Ópera. A coordenadora do Creas Sentinela, Yara Martini Klippel, ainda expôs os números dos atendimentos nos últimos meses, destacando como vem sendo o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes na cidade. No período da tarde, a equipe esteve toda reunida na Praça Barão do Cerro Azul, realizando atividades recreativas e a conscientização da população com panfletagem.
Atualmente, o Creas Sentinela acompanha 145 famílias. Somente no mês de abril foram registrados 88 casos, dos quais 73 eram de violência sexual. Entre as principais vítimas, estão meninas, de cinco a 12 anos. De acordo com a coordenadora, na maioria dos casos, o pai é o agressor. “Depois do pai, são registrados muitos casos envolvendo padrastos e vizinhos. Por último é uma pessoa desconhecida. Geralmente é alguém bem próximo, que ninguém imagina, por isso a importância de ficar atento aos sinais dados pelas vítimas”, destaca ela.
A psicóloga dá algumas dicas para pais e professores, que podem ajudar a identificar uma situação de violência. “Os sinais estão principalmente no comportamento da criança. Ela pode ficar mais agressiva ou deprimida, ocorrem mudanças no humor, mudança no rendimento da escola. Quando há violência sexual, também pode ocorrer infecção urinária, pode perder a fome também. São vários sinais, mudanças repentinas no comportamento que devem chamar a atenção de pais e também professores”, alerta a coordenadora do Creas Sentinela.
Como funciona o atendimento?
O atendimento do Creas ocorre através do encaminhamento pela justiça, como conselhos tutelares, vara da infância e delegacias. “Com esse encaminhamento, nós fazemos o primeiro contato, uma visita domiciliar. Essa pessoa é convidada a realizar o cadastro social e depois de passar pela assistente social, são realizados os direcionamentos, como para psicologia, atendimento com musicoterapeuta ou com as educadoras. Realizamos um trabalho individual e com grupos de apoio socioeducativos”, conta Yara.
O Creas também visa atendimento das famílias, que também são afetadas pela situação de violência com a criança ou adolescente. “Não adianta atender só as crianças vítimas de violência, tem que fazer um trabalho com a família, porque ela também está em sofrimento. Fazemos apoio com nossa equipe, dando apoio integral à criança, adolescente e família. Em alguns casos é preciso fazer outro encaminhamento, porque a vítima sofre de transtorno mental, por exemplo. É importante articular uma rede de atendimento e Ponta Grossa é uma cidade onde podemos contar bastante com as instituições governamentais e não governamentais”, avalia a coordenadora.
Informações da Assessoria de Imprensa.





















