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Suspensão de obras piora a crise prisional na região

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Afonso Verner

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Em janeiro de 2014, o Governo do Estado autorizou as obras na Penitenciária Estadual de Ponta Grossa que teria 334 novas vagas, após um investimento de R$ 8 milhões em sua ampliação. Uma nova cadeia pública (casa de custódia) também seria construída, com investimento de R$ 10,3 milhões, oferecendo 382 vagas para presos que aguardam julgamento. Atualmente as duas obras seguem paradas, o que causa o problema de superlotação no Hildebrando e na PEPG.

Desde o início de abril, cerca de 60 internos foram transferidos do Hildebrando para a PEPG. A previsão é de que mais 36 presos ainda sejam realojados até meados de maio – agravando a superlotação do local. De acordo com o vice-diretor da PEPG, Maurício Ferracini, a superlotação no iniciou em agosto com a transferência de presos de outros municípios. “O detento chega de uma cadeia com estrutura inferior e demora entre 100 e 120 dias para se ‘disciplinar’. Muitas vezes ele é dependente químico e acaba se revoltando com a falta de drogas, gerando transtornos para os agentes”, ressalta.

A transferência vem causando problemas na PEPG, afinal uma penitenciária que até então era tratada como modelo passa a ter problemas, como os dois casos em que a Polícia Militar teve de ser acionada em menos de uma semana por causa da confusão dos presos. Os agentes penitenciários temem por brigas e confusões com o início de uma superlotação na Penitenciária Estadual.

A PEPG funciona atualmente com 496 presos e tem capacidade para atender 432 pessoas no máximo. Enquanto o Cadeião pode receber 208 presos, mas trabalha atualmente com 618. Segundo o presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Ponta Grossa, Henrique Hennenberg, as duas confusões registradas recentemente na PEPG são reflexos da superlotação do estabelecimento.

“O conselho é contra a transferência desses presos para a PEPG”, afirma Henrique Hennenberg.

PENITENCIÁRIA - Superlotação preocupa agentes

De acordo com o agente penitenciário André Pereira Xavier, os problemas não eram tão frequentes quando a penitenciária não estava superlotada. “Quando se coloca mais um preso dentro de um cubículo (cela), acaba gerando um estresse entre aqueles detentos. Antes, cada um tinha sua cama e todo mundo dormia tranquilo. Ao colocar mais uma pessoa, os presos precisam revezar entre dormir no chão e nos colchões. Aqueles que ficam no chão, às vezes se revoltam e assim começa uma confusão”, afirma o agente.

Informações de André Packer do Jornal da Manhã

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